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Não se perdoará dívida à Grécia, mas ajuda vem a caminho

As recentes medidas de austeridade tomadas pela Grécia vão ser apreciadas pelos ministros das Finanças da zona euro, esta terça-feira, em Bruxelas, e parece haver boa vontade dos credores para aliviar

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Não se perdoará dívida à Grécia, mas ajuda vem a caminho

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As recentes medidas de austeridade tomadas pela Grécia vão ser apreciadas pelos ministros das Finanças da zona euro, esta terça-feira, em Bruxelas, e parece haver boa vontade dos credores para aliviar a situação financeira do país.

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"O perdão parcial da dívida não vai acontecer, não existe apoio para isso por parte do Eurogrupo."

Jeroen Dijsselbloem Presidente do Eurogrupo

Em cima da mesa está a transferência de mais uma tranche de ajuda, no valor de 11 mil milhões de euros, que parece consensual.

Mais polémica é o papel do FMI na reestruturação da dívida.Fala-se em revisão da taxas de juros ou alargamento de prazos de maturidade, mas há uma hipótese já afastada, diz o presidente do Eurogrupo.

“O perdão parcial da dívida não vai acontecer, não existe apoio para isso por parte do Eurogrupo. O que podemos analisar é o peso da dívida, o modo como a Grécia poderá ir pagando anualmente a dívida. Se não puder, estamos dispostos a ajudar ao longo dos próximos anos, removendo alguns dos problemas”, explicou Jeroen Dijsselbloem aos jornalistas, na chegada para a reunião.

A Grécia deve 321 mil milhões de euros, o que representa 177% da riqueza produzida pelo país.

O FMI considera que é preciso ajudar já o Governo de Atenas a lidar com o problema, mas alguns países – sobretudo a Alemanha – preferem que a reestruturação aconteça só depois de 2018, quando termina o programa de resgate.

A legislação aprovada, no passado domingo, pelo Parlamento da Grécia, prevê um mecanismo de correção automática em caso de derrapagem orçamental e medidas suplementares para acelerar as privatizações e aumentar os impostos indiretos, incluindo o IVA, com o Estado a pretender recolher 1.800 milhões de euros por ano.