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Donald Trump: De candidato virtual a candidato bem real dos republicanos

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Donald Trump: De candidato virtual a candidato bem real dos republicanos

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O magnata Donald Trump assegurou o número mínimo de delegados para a nomeação como candidato à presidência dos Estados Unidos.

Contra todas as previsões feitas há um ano, Trump conquistou terreno no panorama político nacional e internacional.
Figura mediática, nem sempre pelos melhores motivos, muito controversa Donald Trump foi marcando a corrida nas primárias com várias declarações. Sob o lema, “A América Primeiro”, o republicano fez promessas como a de construir um muro na fronteira com o México ou o encerramento das portas do país aos muçulmanos.

Promessas que fizeram arrepiar muitos…mas agradaram a algumas fações com poder. Na conferência anual do AIPAC, o lobby judeu com muita influência nos Estados Unidos, Trump foi aplaudido quando garantiu que, se for eleito, vai reconhecer Jerusalém como capital do Estado Hebreu. “Vamos mudar a embaixada norte-americana para a eterna capital do povo judeu, Jerusalém”, afirmou o republicano.

O milionário é admirador confesso de Vladimir Putin e está disposto a dialogar com Kim Jung Un para além de querer ter uma postura mais dura para com a China. Donald Trump disse mesmo que “gostaria de falar com o líder norte-coreano, não teria nenhum problema. Além disso, devemos pressionar a China. Temos um enorme poder sobre a China, que pode resolver o problema com apenas uma chamada telefónica”.

Para Trump tudo parece fácil de resolver: é o que acontece na guerra contra o Daesh e os perigos do jihadismo radical ou os problemas ambientais discutidos na cimeira do clima de Paris. “Como é possível que burocratas estrangeiros queiram controlar o que utilizamos e o que fazemos no nosso país? Não é possível. Vamos anular o acordo sobre o clima de Paris”, afirmou o candidato republicano.

Mas o que é dito hoje pode não ser verdade já amanhã. Senão veja-se o caso do direito ao aborto: Trump já foi a favor mas agora promete “algum tipo” de punição para as mulheres que abortam. Uma mensagem que desagradou, sobretudo ao eleitorado feminino. Alías, é este setor que está a levantar mais problemas ao republicano: as mulheres não gostam de Trump.

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