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Iraque: O papel das milícias populares na reconquista do terreno ao Estado Islâmico

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Iraque: O papel das milícias populares na reconquista do terreno ao Estado Islâmico

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A contribuição destes homens é decisiva, na batalha para a reconquista da cidade iraquiana de Falluja ao grupo Estado Islâmico. Não pertencem ao exército iraquiano, são milicianos de mobilização popular ou Hashid al Shaabi, uma espécie de coligação, composta maioritariamente pela brigada Badr, sob a bandeira do xiita Imam Hussein.

Dirigida militarmente por Hadi al Amiri, num equílibrio delicado,a brigada é também composta por cristãos, sunitas e yazidis. Todos inímigos figadais do Estado Islâmico, que querem reconquistar a cidade, mas mantêm-se prudentes face a uma população maioritariamente sunita.

O desafio é grande e o risco também. A coligação internacional, por exemplo, teme que a reconquista de Faluja degenere num ajuste de contas entre confissões religiosas.

“Estamos a cercar a cidade, mas não vamos entrar. É uma política que temos adotado em todas as áreas de operações. A nossa decisão é de apenas cercarmos a cidade . Só entramos se as forças iraquianas precisarem absolutamente de ajuda. Decidimos não entrar em Faluja”, esclarece o chefe militar, Hadi al Amiri.

Tal como em Tikrit em março de 2015, e em Ramadi e dezembro 2015, também agora em Faluja, o Hashid Al Shaabi tenta evitar os confrontos sectários, na retoma do controlo ao grupo Estado Islâmico.

Dezenas de milhares de voluntários

Foi logo a seguir à retomada de Mossul pelo ISIL que o grande ayatollah, Ali al Sistani, exortou a população a pegar em armas para combater os terroristas e defender o país.

Milhares de voluntários acorreram aos centros de treino criados especialmente pelas autoridades iraquianas, para integrar as quarenta milícias da mobilização popular, cujos efetivos são agora estimados em 80 mil homens.

Depois de terem travado os combatentes do ISIL às portas de Bagdad, os milicianos do Hashid al Shaabi lutaram com o exército regular para a retomada de Tikrit. Constituiam a maioria dos 20 mil combatentes que reconquistaram a cidade berço de Sadam Hussein.

Agora é Falluja – a primeira cidade a cair nas mãos do Estado Islâmico, em janeiro de 2014 – que é preciso reconquistar. Estes são os túneis descobertos pelas milícias. Labirintos por onde os terroristas do ISIL fogem após os ataques; uma estratégia confirmada em cada cidade ou aldeia já reconsquistada. Faluja é a última das grandes cidades iraquianas ainda nas mãos do Estado Islâmico e situada a poucas dezenas de quilómetros de Bagdade.

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