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Parlamento alemão vota hoje resolução sobre "genocídio" arménio

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Parlamento alemão vota hoje resolução sobre "genocídio" arménio

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O Parlamento alemão vota hoje uma resolução que reconhece como “genocídio” a morte de mais de um milhão de arménios pela mão do Império Otomano, durante a Primeira Guerra Mundial.

Alegando outros compromissos de agenda, a chanceler Angela Merkel não estará presente, apesar de ter previamente defendido o reconhecimento, classificado como “absurdo” pelo primeiro-ministro da Turquia.

A comunidade turca de Berlim organizou ontem um protesto contra a resolução junto à Porta de Brandemburgo, em pleno centro da capital alemã.

Um manifestante acusa os deputados de “tomarem decisões puramente políticas, que vão pesar sobre gerações de turcos, que terão de combater este fardo do genocídio. É algo que devia ser decidido por um tribunal, nomeado internacionalmente para tomar essa decisão”.

Para além de Merkel, também estarão ausentes do “Bundestag” o vice-chanceler Sigmar Gabriel e o chefe da diplomacia, Frank Walter-Steinmeier.

Ilias Uyar, membro da campanha arménia “Reconhecimento Agora”, afirma que “os impérios alemão e Otomano eram aliados e é por isso que hoje o governo alemão tem uma certa responsabilidade. O império alemão foi cúmplice da Turquia, neste genocídio e é por isso que é importante que seja reconhecido como tal também na Alemanha”.

Ancara, que sempre rejeitou ter havido, em 1915, uma campanha organizada pelo Império Otomano para erradicar os cristãos arménios, avisou que a adoção da resolução no “Bundestag” terá um “impacto desfavorável” nas relações entre a Turquia e a Alemanha.

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