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A tragédia no meio do negócio de armas: Porque não se fala do Iémen?

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A tragédia no meio do negócio de armas: Porque não se fala do Iémen?

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Contam-se mais de seis mil mortos, metade deles civis. Milhões de habitantes tiveram de abandonar as suas casas. 83% da população necessita de ajuda urgente. E, no entanto, o mundo parece prestar pouca atenção ao que se passa no Iémen, um país que há mais de um ano é dilacerado por uma guerra civil.

A negligência mundial traduz-se por este simples facto: a ONU tentou recolher fundos para acudir a um povo faminto e obteve apenas 16% do que solicitou.

O jornalista da euronews Mohammed Shaikhibrahim foi até ao Iémen, onde encontrou as partes em conflito: por um lado, o governo apoiado por uma coligação árabe; por outro, os Houthis, um movimento rebelde coadjuvado por desertores do exército. Numa reveladora reportagem, mostra até que ponto este país está destruído, fala com civis que tentam sobreviver ao fogo cruzado, observa o armamento que está a ser utilizado, incluindo bombas de fragmentação e mísseis, supostamente fornecidos por países ocidentais e pelo Irão. Para ver, em duas partes: “Iémen: A guerra esquecida” e “Iémen: O paraíso para os negociantes de armas”.

Mohammed Shaikhibrahim dá ao Insiders um relato pessoal da experiência que viveu numa sociedade “preparada para o combate” (“A guerra faz parte da cultura iemenita“).

O Insiders dá também voz a Pieter Wezeman, especialista em armamento do SIPRI – o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo -, que salienta o papel da Europa, da Arábia Saudita e do Irão neste conflito (“O bloco europeu é um grande fornecedor de armas ao Médio Oriente”).

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