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Suíça diz não a Rendimento Básico Incondicional

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Suíça diz não a Rendimento Básico Incondicional

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Em Genebra, na Suíça, o cartaz é maior do que um campo de futebol e diz: “O que faria se o seu rendimento fosse assegurado?”

O Rendimento Básico Incondicional (RBI) é uma das propostas votadas hoje em referendo e cujas projecções apontam para uma rejeição na ordem dos 80 por cento.
Os resultados são esperados ao final da tarde.

Os promotores da iniciativa defendem que um rendimento mensal garantido de cerca de 2 mil e 200 euros por adulto (2500 francos) e de 560 euros por criança (625 francos) até aos 18 anos promoveria a dignidade humana e o serviço público e se enquadra no princípio fundamental do direito à vida.
A necessidade advém da crescente eliminação de postos de trabalho devido ao desenvolvimento tecnológico, dizem.

Com aquele valor referencial, e considerando todos os cidadãos suíços, o RBI equivaleria a uma despesa anual de 208 mil milhões de francos (188 mil milhões de euros).

Numa primeira fase de implementação a proposta contemplaria subtrair-se ao universo total os cidadãos com rendimentos iguais ou superiores aos 2.500 francos do RBI, que seria pago prioritariamente a crianças, aos “trabalhadores pobres” e a pais que cuidam dos filhos ficando em casa com eles. Antecipa-se ainda a subtração de prestações sociais que viriam a tornar-se redundantes como bolsas de estudo, abonos de família, entre outros apoios.

Nas contas que a proposta apresenta, o montante final para financiar a medida ficar-se-ia pelos 18 mil milhões de francos (16,3 mil milhões de euros), cerca de 3% do PIB da Suíça.

Os promotores apontam o combate à pobreza e à desigualdade, o estímulo à educação e ao empreendedorismo e a independência financeira pessoal como impactos sociais de relevo e geradores de uma mudança de paradigma societário.

Por outro lado, recusam o argumento oposicionista de que o RBI levaria muitas pessoas a não querer trabalhar, assegurando que o desejo de ser produtivo é próprio da natureza humana e que isto permitiria a procura de actividades mais edificantes e enriquecedoras.

O governo suíço manifestou-se contra alegando que o custo seria insuportável e enfraqueceria a economia.

A votos foi também uma proposta para acelerar os procedimentos relativos a pedido de asilo, com uma aprovação referendada que se projecta nos 65 por cento.

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