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Estados Unidos: Clinton à frente antes da última 'Super Tuesday', mas Sanders não desiste

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Estados Unidos: Clinton à frente antes da última 'Super Tuesday', mas Sanders não desiste

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Hillary Clinton venceu este domingo (5) as eleições primárias do Partido Democrata no Estado Livre e Associado de Porto Rico, impondo-se ao rival Bernie Sanders por uma ampla margem e estando agora mais perto da nomeação para a corrida à Casa Branca, em novembro e confortavelmente posicionada para a ‘Super Tuesday’. Ainda assim, o Senador do Vermont não desiste e diz que vai continuar a batalhar pela nomeação até ao último momento.

Com mais de metade dos votos contada, Clinton obteve mais de 59% na ilha de Porto Rico, território que, apesar de não participar nas eleições de 8 de novembro, por não ter o estatuto de Estado da União, tem a possibilidade de eleger delegados que participam na nomeação dos candidatos Democrata (com 60 delegados) e Republicano (com 23 delegados), delegados com poder decisório em ambos os casos.

Na manhã desta segunda-feira (horário de Porto Rico), previa-se que Clinton receba os votos de, pelo menos, 37 delegados. Bernie Sanders ficar-se-ia pelos 23, com 37% dos votos até ao momento, tornando mais difícil a nomeação para as presidenciais de novembro.

É já esta terça-feira (7) que a nomeação Democrata deverá ficar decidida, com as eleições primárias nos Estados da Califórnia, Montana, Nova Jersey, Novo México, Dakota do Norte e Dakota do Sul.

A tenacidade de Bernie Sanders tem sido muito elogiada pelos seus apoiantes, para quem Hillary Clinton representa mais do mesmo, ou a continuidade dos Democratas tradicionais no poder.

Para Abby Phillip, jornalista no Washington Post, na capital federal norte-americana, “os Democratas não estão inteiramente convencidos com Hillary Clinton.”

Para Phillip, que cobre regularmente assuntos de política nacional, “Muitos concordam com o facto de que (Clinton) é a pessoa mais qualificada para o posto, mas questionam-se sobre os valores da candidata e se os partilham.”

“Vai ser complicado para Clinton convencer estes votantes, especialmente os mais novos, que não a conhecem tão bem como os Democratas mais velhos, e que não confiam nela”, concluiu Phillip, em entrevista à EURONEWS.

Mas, para o Historiador e especialista em política dos Estados Unidos, Allan Lichtman, a persistência de Sanders pode ser prejudicial para os Democrata:

“Ao continuar na luta, ainda que saiba que está matematicamente eliminado, Sanders está apenas a ajudar à eleição de Donald Trump”, disse o investigador da American University, em Washington DC.

“Por isso, acho que Sanders se encontra numa missão suicida.
Não vai conseguir ganhar nem ser nomeado, mas pode conseguir fazer com que Trump seja eleito, um candidato que Sanders vê como oposto dele e daquilo em que acredita,” explicou à EURONEWS.

A Convenção Nacional Democrata terá lugar em julho, na cidade de Filadélfia, Pensilvânia.


Para o correspondente da EURONEWS em Washginton, Stefan Grobe, Bernie Sanders terá de deixar o lugar a Hillary Clinton, nem que seja apenas no dia da Convenção.
Mas é preciso saber se apoiantes de Sanders aceitam unir-se em torno de Clinton. E quanto mais tarde Sanders desistir, mais difícil será unificar os Democratas para as eleições presidenciais de oito de novembro.

A verdade é que as opções de Sanders para fazer-se com a nomeação são quase zero, sobretudo se tivermos em conta de que faltam apenas 60 delegados a Hillary Clinton para ter os 2,383 votos necessários para converter-se oficialmente na candidata nomeada pelos Democratas para as eleições.

Ainda assim, tanto Sanders como Clinton desdobraram-se em esforços com vista às primárias da Califórnia, um Estado dourado em termos de votos. A Califórnia conta com 546 delegados.

Com a contribuição de António Oliveira e Silva.

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