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Euro 2016: Especialistas da euronews apresentam as suas equipas

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Euro 2016: Especialistas da euronews apresentam as suas equipas

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Durante o próximo mês os adeptos de futebol irão vibrar com mais uma edição do Campeonato da Europa. Já não falta muito para o pontapé de saída e os jornalistas da equipa de desporto da euronews dão a conhecer as suas seleções.

Bruno Sousa (Portugal):
“Nos últimos vinte anos, Portugal chegou sempre aos quartos-de-final do Campeonato da Europa e é razoável esperar que o faça novamente. Experiência não falta, sobretudo no eixo da defesa, mas há também sangue novo no meio campo com estrelas emergentes como João Mário, André Gomes e Renato Sanches. No ataque, a pressão está toda nos ombros de Cristiano Ronaldo. Se estiver a cem por cento, Portugal pode sonhar mais alto, mas o atacante vem de mais uma temporada desgastante no Real Madrid e tem tendência para chegar aos grandes torneios exausto.”

Cinzia Rizzi (Itália):
“A Itália de Conte não começa como uma das favoritas, mas é uma seleção a ter em conta. É verdade que as ausências de Verratti e Marchisio no meio-campo fazem mossa mas o plantel possui jogadores com uma enorme experiência. Gigi Buffon dispensa apresentações e há ainda jovens muito talentosos como Insigne, do Nápoles. E depois, há o desejo da vingança da final perdida há quatro anos, em Kiev, contra a Espanha e, sobretudo, do golo de ouro de Trezeguet na final de 2000. Conseguir a vingança em casa dos “bleus” seria a cereja em cima do bolo.”

Vincent Ménard (França):
“Apesar do caso Benzema-Valbuena, apesar das acusações de racismo a Didier Deschamps, apesar da onda de lesões na defesa, a França é uma das mais fortes candidatas. Não só porque conta com estrelas como Lloris, Matuidi ou Griezmann, mas sobretudo porque joga em casa. Foi a jogar em casa que Platini e companhia venceram o Europeu de 1984, foi a jogar em casa que Zidane levou a França ao título mundial em 1998. Se há coisa que os gauleses querem é provar que não há duas sem três.”

Joe Allen (Inglaterra):
“Com uma média de idades de 25, a Inglaterra leva a sua equipa mais jovem de sempre ao europeu. O resultado é um conjunto dinâmico, excitante e sempre virado para o ataque com talentos como Dele Alli, Jamie Vardy, e Harry Kane. Wayne Rooney e James Milner asseguram a experiência necessária numa equipa que procura colocar um ponto final a um jejum de 50 anos sem títulos. Afinal de contas, se o Leicester conseguiu ser campeão inglês, tudo é possível.”

Alexei Doval (Rússia):
“Um por todos, todos por um. É a divisa da seleção russa no Euro 2016. A equipa de Leonid Slutsky pode não ter estrelas de nível mundial mas não fica a dever a ninguém em termos de espírito coletivo, sobretudo quando as dificuldades aumentam. Os russos perderam peças importantes do meio-campo por lesão, Dzagoev e Denisov, o que lançou várias dúvidas sobre o onze base a apresentar no torneio. Os adeptos exigem no mínimo a presença nos oitavos-de-final mas acreditam que a equipa pode chegar bem mais longe.”

Viktor Sammain (Alemanha):
“Se há equipa que é crónica candidata à vitória em qualquer torneio é a Alemanha. Já venceu o europeu por três vezes, uma marca apenas igualada pela atual detentora do título, Espanha. Ainda assim, a memória que predomina entre os alemães é de mágoa, a final de 2008 perdida para a seleção espanhola. Isto porque o derradeiro triunfo já remonta a 1996, são vinte anos de mãos a abanar. A “Mannschaft” chega a França disposta a quebrar o jejum e tornar-se na primeira equipa a vencer o Campeonato da Europa por quatro vezes.”

Denys Kulyk (Ucrânia):
“Oficialmente, a Ucrânia não é uma novata no torneio mas há quatro anos Andriy Shevchenko e companhia estiveram presentes como coanfitriões pelo que esta foi a primeira vez que garantiram o direito de participar dentro das quatro linhas. A equipa de Mykhaylo Fomenko passou por dificuldades durante a fase de qualificação mas carimbou o passaporte no play-off. Não se pode considerar a Ucrânia como favorita mas tem talento mais que suficiente para ser uma das revelações do torneio e dar a conhecer outros nomes que não Konoplyanka e Yarmolenko.”

Paula Vilaplana (Espanha):
Depois do desastre que foi o Campeonato do Mundo do Brasil, a Espanha chega a França disposta a mostrar que ainda tem uma palavra a dizer. “La Roja” chega a esta competição sem nomes que marcaram uma geração como Xavi e Puyol, mas não faltam novos talentos dispostos a deixar a sua marca. Morata e Nolito são um exemplo flagrante. Não será difícil encontrar motivação para os jogadores espanhóis, que irão tentar tornar-se nos primeiros a vencer o título europeu em três edições consecutivas.

Fatih Yetim (Turquia):
“Como é habitual, a Turquia só garantiu um bilhete para o Europeu no último minuto. Terá pela frente a bicampeã Espanha, a Croácia e a República Checa no grupo da morte e terá de estar ao seu melhor nível caso não queira voltar cedo a casa. A equipa de Fatih Terim não é favorita mas já deixou a sua marca na competição, em 2008 só foi travada pela Alemanha nas meias-finais. Este ano o objetivo é voltar a surpreender, a começar pelo primeiro jogo, no Parque dos Príncipes frente à Croácia.”

Gábor Kiss (Hungria):
“Pela primeira vez em várias gerações, os adeptos da Hungria poderão apoiar a sua equipa num Campeonato da Europa. Os últimos a terem tido oportunidade de o fazer já têm netos a apoiar também a seleção magiar. Há 44 anos que a Hungria não estava presente no torneio, em 1972 terminou em quarto, agora a participação já é uma festa. Ainda assim, os adeptos sonham com os oitavos-de-final num grupo que até é acessível e onde irão defrontar Áustria, Islândia e Portugal.”

Há pontos de vista diferentes para cada história: a Euronews conta com jornalistas do mundo inteiro para oferecer uma perspetiva local num contexto global. Conheça a atualidade tal como as outras línguas do nosso canal a apresentam.

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