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Comissão Europeia quer melhorar as competências dos cidadãos

Setenta milhões de cidadãos europeus têm falta de competências de leitura, escrita e matemática.

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Comissão Europeia quer melhorar as competências dos cidadãos

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Setenta milhões de cidadãos europeus têm falta de competências de leitura, escrita e matemática. São ainda mais os que não têm conhecimentos digitais. É neste contexto que a Comissão Europeia adotou esta sexta-feira a Agenda de Competências para a Europa

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"Pedimos aos Estados membros que implementem ações para ajudar cada pessoa a obter, pelo menos, uma qualificação de ensino secundário."

Marianne Thyssen Comissária Europeia para o Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade Laboral

O objetivo da Comissão Europeia é melhorar as competências dos cidadãos para fomentar o emprego, a competitividade e a inovação a nível europeu e reduzir o risco de pobreza e de exclusão social.

Um dos pontos da agenda é a Garantia de Competências.

A Comissária Europeia para o Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade Laboral, Marianne Thyssen, explica que pedem “aos Estados membros um esforço para ajudar pessoas com baixas competências”, por forma a obterem, no futuro, pelo menos uma qualificação de ensino secundário.

Entre as dez ações, o executivo europeu propõe também uma revisão do Quadro Europeu de Qualificações e mais investimento e melhoria do ensino e formação profissional.

O financiamento da “Agenda de Competências” é feito através do Fundo Social Europeu, que conta com um pacote de 26 mil milhões de euros para ensino e formação profissional.

Segundo Marianne Thyssen, “não há, atualmente, o devido respeito em relação às profissões técnicas. São muitas vezes uma segunda escolha e não a primeira”. A Comissária considera que “é preciso mostrar às pessoas que são uma oportunidade para ter um emprego de qualidade e bem pago”.

Desde 2008 foram destruídos entre cinco e dez milhões de empregos na Europa. E a tendência, segundo a CEDEFOP, é para uma destruição de postos de trabalho, devido à digitalização da economia, e o surgimento de empregos que exigem elevadas competências.

Bruxelas destaca também o fosso existente entre o mundo do ensino e o mercado do trabalho.

Cerca de 40% das empresas tem dificuldades em encontrar pessoas com as boas qualificações e 25% dos jovens considera ter qualificações a mais para o posto que ocupa.