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União Europeia precisa de acompanhar inovação no setor privado

A redação de Bruxelas

União Europeia precisa de acompanhar inovação no setor privado

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O referendo no Reino Unido sobre a permanência na União Europeia não poderia deixar de ser um tema “sombra” na 16 edição do Fórum Económico de Bruxelas, cujo debate se centrou nas reformas estruturais para promover o crescimento e sustentar a recuperação económica no espaço comunitário.

“É claro que seria uma crise, não vai ser fácil. Mas vamos seguir em frente seja qual for o resultado, pelo que seria mais problemático para os cidadãos do Reino Unido. Se estiverem fora da União, terão de aceitar as regras definidas por outros para poderem aceder ao mercado único. Acredito que, no fim, vai prevalecer o bom senso”, disse Roberto Gualtieri, que preside à comissão de assuntos económicos do Parlamento Europeu.

O presidente do Banco Europeu de Investimento salientou que é essencial atrair mais investimento privado.

“A Europa está a sair da crise lentamente, pelo que precisamos de estabilizar essa tendência ascendente. Temos de evitar que esse crescimento seja bloqueado antes de uma real consolidação. Para isso, precisamos de analisar as causas do problema, que é o facto de não investirmos suficientemente na nossa competitividade”, disse Werner Hoyer.

A ministra das Finanças da Letónia, Dana Reizniece-Ozola, considera que os governos não estão a acompanhar a capacidade de inovação das empresas.

“Por um lado, esforçamo-nos para promover a inovação, sobretudo nas pequenas e média empresas que tenham grandes ideias. Mas, por outro lado, quando surgem novos modelos de negócio, tais como o uber, o airbnb, o Netflix e outros, os governos não estão à altura. Começam a combater esses negócios porque não conseguem cobrar os devidos impostos. Então o que fazer? Não se trata apenas de haver mais dinamismo empresarial, mas os próprios governos e as instituições europeias têm uma importância vital para manter o ritmo de desenvolvimento no setor privado”, explicou.

Este evento organizado pela Comissão Europeia atrai mais de mil participantes entre políticos, empresários e membros da sociedade civil.

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