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Massacre de Orlando: Daesh reivindica, 50 mortos e 53 feridos. Omar Mateen, o atirador

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Massacre de Orlando: Daesh reivindica, 50 mortos e 53 feridos. Omar Mateen, o atirador

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O que aconteceu em Orlando este domingo?

Um homem abriu fogo numa das mais conhecidas discotecas LGBT da cidade de Orlando, no centro do estado da Florida, e matou pelo menos 50 pessoas, deixando feridas 53, algumas das quais com gravidade. O ataque ocorreu por volta das duas da manhã (hora local, uma hora mais tarde em Brasília, oito horas em Lisboa e Luanda) e o atirador morreu por volta das cinco da manhã depois de um tiroteio com as forças de intervenção especial SWAT.

Cerca de 350 pessoas estavam na discoteca no momento do ataque, fazendo da noite de sábado para domingo uma festa de lotação esgotada. A fuga das vítimas foi particularmente complicada, entre os disparos e o pânico.

Orlando Pulse nightclub shooting

Omar Mateen terá cometido o ataque com mais de que uma arma. Uma das quais uma arma de assalto, segundo fontes policiais do Condado de Orange. Mateen teria também com ele um dispositivo que não foi ainda identificado.

O Hospital do Centro Médico Regional de Orlando confirmou que deram entrada nas instalações 44 vítimas, incluídas 9 pessoas que morreram. Foram realizadas 26 operações de urgência nessa noite.

O massacre já foi considerado como o pior ocorrido em solo norte-americano desde o 11 de setembro e o pior ataque com armas de fogo em toda a História do país, depois do ataque na universidade Virginia Tech, em 2007, que deixou 37 vítimas. Neste caso, no entanto, não havia qualquer relação com o jihadismo islâmica. Há cerca de seis meses, um casal norte-americano de origem paquistanesa matou 14 pessoas e deixou 22 feridos em São Bernardino, Califórnia.

Quem era Omar Mateen?

O homem identificado como o atirador no massacre de Orlando trabalhava desde setembro 2007 para a G4S, considerada a maior empresa do mundo de serviços de segurança e, segundo um porta-voz da companhia, tinha acesso a uma arma de serviço, autorizada pela natureza das suas funções. Não se sabe ainda se Omar Mateen terá utilizado a arma fornecida pela G4S no massacre.

Mateen tinha 29 anos e nasceu na cidade de Nova Iorque, filho de emigrantes do Afeganistão. Residia, no momento do massacre, na localidade de Port Saint Lucie, a cerca de 200 quilómetros de Orlando. Embora descrito por colegas de trabalho como “um homem calmo”, a que era atualmente sua mulher disse que era emocionalmente instável e bipolar.

Quais os motivos do atirador?

As autoridades da Florida dizem ter em seu poder provas apontam para a ligação de Omar Mateen com redes jihadistas internacionais. A polícia foi cautelosa nas suas declarações, no entanto, insistindo em que se falava de hipóteses e que nenhuma das pistas permitia, até ao momento, chegar a uma conclusão definitiva.

Mateen teria telefonado para o 911, o número de emergência dos Estados Unidos, antes do massacre de Orlando, reivindicando uma relação com os jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico (EI) ou Daesh, pela sigla em língua árabe, antes do massacre.

“Foi-nos informado que Mateen telefonou para o 911 esta manhã, jurando fidelidade ao líder do Estado Islâmico,” disse Ronald Hopper, do FBI, parte da equipa encarregue de analisar o caso.

Numa entrevista exclusiva à rede de televisão norte-americana NBC, o pai de Omar Mateen contou que, quando se encontrava com o filho numa ocasião em Miami, viu como o este ficou furioso depois de presenciar um beijo entre dois homens. No entanto, defendeu que o que aconteceu no domingo “não tinha nada a ver com religião.”

Era Omar Mateen conhecido pelas autoridades?

Mateen tinha sido interrogado pelo FBI duas vezes, a primeira em 2013 e a segunda em 2014, depois de ter feito comentários a colegas de trabalho dando o seu apoio a grupos de militantes jihadistas. No entanto, em nenhuma das investigações se encontraram provas de atividade criminal, segundo as autoridades.

Quais as reações oficiais?

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descreveu o atentado como um “ato de terrorismo e de ódio.”

“Sabemos o suficiente para dizer que este foi um ato de terror, um ato de ódio. Como Americanos, devemos unir-nos na dor e na determinação pela defesa do nosso povo,” disse Obama.

O provável candidato do Partido Republicano às presidenciais de novembro deste ano, Donald Trump, que defendeu a proibição da entrada de muçulmanos em território dos Estados Unidos de forma temporária, disse que Mateen era exatamente “um terrorista radical islâmico.” Trump disse na sua conta da rede social Twitter que era importante permanecer “alerta e vigilante”.

Hillary Clinton, do lado democrata, lamentou o sucedido, mas preferiu não tecer qualquer tipo de comentário relativamente aos possíveis motivos do atirador. Cliton mostrou-se ainda solidária com a comunidade LGBT dos Estados Unidos e disse que estes contam “com milhões de aliados nos país” e assumiu-se como um desses aliado.

Segundo o diário Los Angeles Times, também no domingo, um homem foi detido na Califórnia com uma arma de assalto e explosivos. Terá dito às autoridades que se encontrava em Los Angeles para assistir aos desfiles do orgulho gay. O suspeito foi identificado como James Howell, originário do Indiana.

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