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Euro2016, confrontos em Marselha: "Hooligans" russos bem preparados

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Euro2016, confrontos em Marselha: "Hooligans" russos bem preparados

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Os adeptos russos envolvidos nos violentos confrontos de sábado, em Marselha, à margem do jogo Inglaterra-Rússia no Europeu de futebol, terão sido os grandes responsáveis pelos desacatos, acusou o procurador de Marselha, mas nenhum terá sido ainda detido.

Mais de 30 pessoas ficaram feridas nos confrontos de sábado, incluindo um inglês, que se mantém ainda em estado muito grave. No total, cerca de 20 pessoas terão sido detidas e pelo menos 10 serão presentes esta segunda-feira a tribunal, sob acusação de “violência com recurso a arma improvisada” contra a polícia e outros civis. Entre estes, há 6 britânicos, 3 franceses e um austríaco.

As autoridades francesas estão ainda a verificar as imagens das câmaras de vigilância dos locais onde se registaram os confrontos, em particular a zona de Vieux-Port, para tentar identificar os cidadãos russos envolvidos. O hotel onde estão instalados os representantes da união russa de adeptos de futebol (VOB, na sigla original) foi já alvo de buscas.

Pelo Twitter, o presidente da VOB, alexander Shprygin, contou que “40 policias armados de metralhadoras” deslocaram ao hotel onde está instalado e “irromperam pelos quartos”. “Fizeram cópias dos passaportes e fotografaram-nos a todos”, revelou (twit em baixo).

Em conferência de imprensa, o procurador de Marselha defendeu que os adeptos russos envolvidos nos desacatos serão, na verdade, um género de “guerrilha urbana” composta por “hooligans” bem preparados para atos de violência e que iludiram os controlos da entrada no país para escapar à expulsão.

“Havia cerca de 150 adeptos russos que na verdade eram ‘hooligans’. Estas pessoas são normalmente violentas e estão muito bem treinadas. Alguns deles foram obrigados a regressar assim que desembarcaram no aeroporto internacional Marignan, em Marselha, mas infelizmente houve outros que chegaram através de outros meios de transporte e revelam estar bem preparados para ações ultrarrápidas e híper violentas”, acusou Brice Robin, convicto de que tanto o Reino Unido como a Rússia “estarão prontos para colaborar” na investigação em curso.

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