Última hora

Em leitura:

Massacre de Orlando: Doações de sangue em massa com restrições homossexuais

mundo

Massacre de Orlando: Doações de sangue em massa com restrições homossexuais

Publicidade

Centenas de pessoas lotaram nas últimas horas os depósitos dos centros de recolha de sangue em Orlando, nos Estados Unidos, em reação ao trágico massacre de sábado à noite numa discoteca desta cidade da Florida. Ainda assim, alguns homossexuais assumidos terão sido impedidos de doar sangue, o que gerou uma polémica de alegada discriminação por orientação sexual.

(Muitas pessoas LGBT estão a ser impedidas de doar sangue.
Digam à FDA: acabem com a discriminação nas doações de sangue.)

De facto, durante cerca de três décadas a lei norte-americana impediu os homossexuais do sexo masculino a doar sangue devido ao perigo de transmissão da infeção por VIH (o vírus de imunodeficiência humana na base da SIDA). A lei, no entanto, foi revista em dezembro passado pela Administração norte-americana da Alimentação e Farmacêutica (FDA, na sigla original).

O impedimento foi levantado, mas não abolido por completo. Mantém-se algumas restrições às doações de sangue por homossexuais do sexo masculino.

 

Doação de sangue por homossexuais e bissexuais nos Estados Unidos

“Na sequência da orientação do diferimento finalizado hoje para as doações de sangue, a FDA muda a sua recomendação de que homens que mantenham relações sexuais com outros homens (MSM) seja adiada indefinidamente — uma política que estava em implementação há aproximadamente 30 anos — para 12 meses desde o último contacto sexual com outro homem.

“Estas recomendações atualizadas alinham melhor o período de adiamento dos MSM com o de outros homens e mulheres em risco de contrair infeção por VIH, como os que receberam recentemente uma transfusão de sangue ou os que estiveram por acidentes expostos ao sangue de outro indivíduo.

Fonte: Anúncio da FDA de 21 de dezembro de 2015

(A nova política de doações de sangue por gays é homofóbica e está longe do progresso.)

O massacre aconteceu sábado à noite, durante uma festa lotada com 350 pessoas, numa conhecida discoteca de Orlando, Florida, frequentada por elementos da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). Pelo menos 50 pessoas morreram e mais de meia de centena ficou ferida após um homem — identificado como Omar Mateen, de 29 anos, natural de Nova Iorque e de ascendência afegã — ter irrompido pelo local a disparar indiscriminadamente.

Os populares acorreram ao auxílio das vítimas através das doações de sangue. Em pouco tempo, a One Blood, uma empresa de recolha e armazenamento de sangue para uso médico, informou ter os depósitos cheios e pediu para o que ainda quisessem comparticipar para o fazerem dentro de uma semana.

(Muito obrigado pela incrível manifestação de apoio!
Neste momento, os nossos centros de doações e os centros móveis de recolha
estão com plena capacidade.)

Entre os que contribuíram, um homem não identificado disse aos jornalistas estar a fazer “tudo” ao seu alcance para ajudar. “O que, neste momento, é doar sangue para ajudar as vítimas que ainda lutam pela vida”, acrescentou. Uma doadora esperava “dar algum alívio aos centros de recolha de sangue, mas também às famílias afetadas e às vítimas.”

Há pontos de vista diferentes para cada história: a Euronews conta com jornalistas do mundo inteiro para oferecer uma perspetiva local num contexto global. Conheça a atualidade tal como as outras línguas do nosso canal a apresentam.

tradução automática

tradução automática

Artigo seguinte