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Massacre de Orlando: FBI diz que Mateen agiu em solitário. Obama crítica lei de porte de armas

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De  Antonio Oliveira E Silva  com ASSOCIATED PRESS, REUTERS
Massacre de Orlando: FBI diz que Mateen agiu em solitário. Obama crítica lei de porte de armas

<p>As autoridades federais dos Estados Unidos dizem não ter encontrado qualquer prova de uma ligação direta entre Omar Mateen, o homem que matou 49 pessoas numa discoteca <span class="caps">LGBT</span> em Orlando, Florida, e os jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico (EI) ou Daesh, pela sigla em língua árabe. Para as autoridades, Mateen seria um extremista que, nascido e criado em solo dos <span class="caps">EUA</span>, se radicalizou de forma progressiva à medida que ia conhecendo diferentes grupos radicais islamistas que atuam a nível internacional. </p> <p>Mateen, o autor do pior ataque com armas de fogo na História dos <span class="caps">EUA</span>, demonstrou apoiar, por exemplo, diferentes grupos jihadistas armados. Uma atitude que para o diretor da agência federal de investigação criminal norte-americana, o <span class="caps">FBI</span>, James Comey, “faz com que seja ainda mais complicado entender os motivos” do atacante. </p> <p>Omar Mateen, cidadão dos <span class="caps">EUA</span> de 29 anos nascido em Nova Iorque era de origem afegã. Foi abatido pelas forças de intervenção especial <span class="caps">SWAT</span>, durante a operação levada a cabo na discoteca Pulse, uma das mais conhecidas na cidade de Orlando, depois de três horas de tensão.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">Director Comey and <span class="caps">DAG</span> Yates provide an update on the <a href="https://twitter.com/hashtag/Orlando?src=hash">#Orlando</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/PulseShootings?src=hash">#PulseShootings</a> investigation <a href="https://t.co/50zIfxE0qX">https://t.co/50zIfxE0qX</a> <a href="https://t.co/uLEenNS5pp">pic.twitter.com/uLEenNS5pp</a></p>— <span class="caps">FBI</span> (@FBI) <a href="https://twitter.com/FBI/status/742466348190568454">13 de junho de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>“Até agora, não encontrámos um plano coordenado a partir do exterior dos <span class="caps">EUA</span> e não temos nenhuma indicação no sentido de que Mateen fizesse parte de numa rede,” disse Comey, para quem Mateen foi alvo de uma radicalização via Internet. </p> <p>O <span class="caps">FBI</span> tinha investigado Omar Mateen durante 10 meses em 2013, mas não encontrou provas de que tivesse cometido ou viesse a cometer crimes relacionados com grupos jihadistas. No entanto, nas chamadas que realizou para o número de emergências 911, Mateen expressou o seu apoio por diferentes grupos islamistas radicais.</p> <p>Entretanto, os jihadistas do Estado Islâmico, que controlam atualmente porções de território reconhecidas internacionalmente como parte integrante do Iraque e da Síria, reclamaram a responsabilidade do massacre, mas não deram qualquer informação no sentido de uma coordenação entre o grupo e Omar Mateen.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">Survivor of Orlando gay nightclub shooting says he feels guilty, not lucky, to be alive. <a href="https://t.co/iecjmimpmd">https://t.co/iecjmimpmd</a></p>— The Associated Press (@AP) <a href="https://twitter.com/AP/status/742540322111168512">14 de junho de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O massacre de Orlando teve lugar depois do massacre de 14 pessoas na cidade californiana de São Bernardino, em 2015 e deixa as autoridades preocupadas a respeito de possíveis ataques de natureza islamista levados a cabo por cidadãos nacionais, muitos atuando como “lobos solitários”, ou seja, sem uma coordenação direta de grupos jihadistas no estrangeiro.</p> <h3>Presidente Obama em Orlando</h3> <p>O presidente Barack Obama deverá deslocar-se à cidade de Orlando já na próxima quinta-feira para prestar homenagem às vítimas da discoteca Pulse. Obama teceu duras críticas à atual lei de porte de armas vigente nos Estados Unidos, dizendo que era preciso ter consciência do perigo a mesma representava para a cidadania: </p> <p>“Foi um ataque devastador para todos os norte-americanos. Especialmente doloroso para as gentes de Orlando, embora reconheça que poderia ter acontecido em qualquer parte do país,” disse Obama.</p> <blockquote class="twitter-video" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">“In the face of hate and violence, we will love one another. We will not give into fear.” —<a href="https://twitter.com/POTUS"><code>POTUS</a> <a href="https://t.co/i7fOS38GzH">https://t.co/i7fOS38GzH</a></p>&mdash; The White House (</code>WhiteHouse) <a href="https://twitter.com/WhiteHouse/status/742058774412681221">12 de junho de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>“Temos de nos assegurar de que refletimos acerca dos riscos que estamos dispostos a tomar ao deixarmos que seja tão fácil para as pessoas deste país comprar armas de fogo tão potentes,” concluiu. </p> <p>Obama tinha anteriormente descrito o massacre de Orlando com um ato “de terror e de ódio”. </p> <h3>Minuto de Silêncio no Congresso</h3> <p>O Congresso dos Estados Unidos fez um minuto de silêncio pelas 49 do ataque da madrugada de domingo. </p> <p>Mas vários democratas recusaram participar, por acharem que a câmara não tem feito o suficiente para proteger os cidadãos dos Estados Unidos de massacres como o de Orlando. O minuto de silêncio chegou mesmo a ser interrompido por protestos de alguns membros do Partido Democrata.</p>