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Prémios Europeus de Inventor mostram avanços ao mundo em Lisboa

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Prémios Europeus de Inventor mostram avanços ao mundo em Lisboa

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Faz sentido que seja em Lisboa, onde repousam os restos mortais do grande explorador português Vasco da Gama que os pioneiros dos tempos modernos se tenham reunido para celebrar o espírito da criatividade nos Prémios Europeus de Inventor.

Os prémios são o reconhecimento do trabalho visionário de inventores europeus apresentados pelos detentores da inovação no Gabinete de Patentes Europeias.

O engenheiro mecânico Anton Van Zanten recebeu o Prémio Realização de uma Vida pela criação do sistema de controlo de estabilidade electrónico, o ESE.

O sistema previne a perda de controlo do veículo enquanto o guiador guina para os lados depois de os travões serem usados em situação de emergência.

É o segundo avanço em segurança com maior sucesso depois do cinto de segurança.

“Estou muito grato que o sistema seja tão útil aos condutores porque o ESE previne acidentes, acidentes graves com pessoas gravemente feridas. Esta é a razão principal porque estou tão grato”, diz Van Zanten.

Bernhard Gleich e Jurgen Weizenecker ganharam o Prémio Indústria pelo método de imagem de base magnética, que fornece aos médicos imagens 3D de alta resolução para ajudar a diagnosticar tecidos moles cancerígenos e doenças vasculares, incluindo doença coronária, uma elevada causa de morte.

Weizenecker aposta no aperfeiçoamento da invenção: “As pessoas vão perguntar mas afinal o que é isto realmente? E vai atrair muitas pessoas criativas que desenvolverão o método e pessoas de todo o mundo começarão a trabalhar com ele.”

O neurocirurgião e físico francês Alim-Louis Benabid ganhou o Prémio de Pesquisa.

A estimulação cerebral profunda de alta-frequência para a doença de Parkinson e outras doenças neurológicas mudaram substancialmente a qualidade de vida dos pacientes por todo o globo.

As dúvidas de Benabid desfazem-se: “Receber um prémio concede reconhecimento e aceitação de que o que fazemos é importante. Temos sempre medo de que o nosso trabalho não seja bom. Mas este reconhecimento externo valida o trabalho e é muito agradável.”

Tue Johanmessen e Ulrich Quaade arrancaram o prémio Pequenas e Médias Empresas.

Os dinamarqueses desenvolveram uma técnica para estabilizar a altamente volátil amónia e usar as propriedades desta temperamental substância para ajudar a reduzir a poluição dos motores a diesel: “É a molécula perfeita para reduzir o óxido nitroso em motores a diesel. Para atingir essa vantagem e a melhor performance possível num carro, tem de se tornar isso seguro e foi basicamente o que fizemos desde o desenvolvimento do invento de base até onde estamos agora, permitindo-nos usar amónia a bordo de um veículo sem quaisquer problemas de segurança”, dizem.

Sediada na Universidade de Cambridge, Helen Lee desenvolveu um _kit_autónomo de diagnóstico sanguíneo para usar nas regiões mais pobres do mundo.

Permite a detecção local de doenças como HIV, hepatite B ou clamídia.

A doutora Lee ganhou o Prémio Popular: “Se conhece o livro “E tudo o vento levou”, sabe que Scarlett O’Hara é a personagem principal, que está realmente à procura de uma agulha no palheiro. Procurar as palavras únicas ou sequências de um vírus bacteriano, é encontrar a Scarlett O’Hara e saber que se tem ‘E tudo o Vento Levou’”, afirmou.

A criatividade diversificada que aqui foi distinguida, desde inovações de segurança rodoviária a diagnósticos e tratamento médico mostra que, sob as circunstâncias certas, a criatividade pode ter um enorme impacto social e económica na vida quotidiana de milhões de pessoas.

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