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Massacre de Orlando: A mulher de Mateen poderia ser perseguida pela justiça

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Massacre de Orlando: A mulher de Mateen poderia ser perseguida pela justiça

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A mulher do alegado jihadista que matou 49 pessoas na discoteca LGBT Pulse, na cidade de Orlando, Estados Unidos, sabia das intenções do que era então seu marido, o que poderia vir a constituir motivo para ser perseguida pela justiça norte-americana, de acordo com uma fonte judicial em declarações à agência Reuters.

Noor Salman, casada com Omar Mateen, poderia ter de vir a enfrentar a justiça federal dos EUA já na quarta-feira.

Segundo Angues King, Senador e membro do Comité de serviços de inteligência do Senado (câmara alta), Noor “teria alguma noção do que estava para acontecer.”

É uma pessoa considerada 'de interesse' para este processo e parece estar a cooperar, podendo vir a dar-nos informação importante

“É, sem sombra de dúvida, uma pessoa considerada ‘de interesse’ para este processo e parece estar a cooperar, podendo vir a dar-nos informação importante.”

Duas redes norte-americanas de televisão disseram, esta quarta-feira, citando fontes próximas do FBI, que a justiça poderia considerar Noor como cúmplice de assassinato e de tentativa de assassinato, assim como responsável por não ter avisado as autoridades competentes acerca do ataque eminente. Poderia vir ainda a ser acusada de mentir aos agentes federais. A NBC contou que Noor tentou fazer com que o marido desistisse to ataque e que chegou mesmo a levá-lo à discoteca Pulse, em Orlando.

Uma antiga mulher de Mateen disse que este era mentalmente instável e que a agrediu em diversas ocasiões. Sitora Yusufy contou, durante uma entrevista, que teve de fugir de casa depois de apenas quatro meses de casamento.

A mãe de Yusufi, Ekbal Zahi Salman, vive em Rodeo, estado da Califórnia, e disse que a filha apenas a visitou uma vez depois de ter casado. Explicou que nunca gostou muito do genro porque este não permitia que a filha a visitasse.