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Segunda troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia

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Segunda troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia

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Dois ucranianos condenados na Federação russa a pesadas penas de prisão foram libertados e já chegaram a Kiev, onde foram recebidos pelo presidente Petro Porochenko.

O presidente da Ucrânia disse que o seu país iria continuar a trabalhar no sentido de conseguir a libertação de outros prisioneiros, ainda sob custódia russa, relembrando que se trata de cumprir com o que ficou decidido em Minsk:

“Continuaremos com os nossos esforços para libertar Alksander Kolchenko, Oleg Sentsov e todos os que se encontram nos territórios ocupados e no território da Federação Rússia.
Foi o que ficou decidido nos acordos de Minsk, acordos que provaram ser eficazes,” disse Petro Porochenko em declarações aos jornalistas, durante a receção aos dois ucranianos libertados.

Yuri Solochenko, um reformado de 73 anos, tinha sido condenado em 2015 a seis anos de prisão por espionagem, depois de ter sido considerado culpado de tentar comprar peças de um sistema de defesa antiaéreo russo para ajudar a Ucrânia.

Guennadi Afanassiev, de 25 anos, foi detido na Crimeia em maio de 2014 ao mesmo tempo que o realizador Oleg Sentsov, e condenado a sete anos de prisão por terrorismo.

Esta foi a segunda troca de prisioneiros entre Moscovo e Kiev este ano. Dia 25 de maio, a piloto ucraniana Nadia Savtchenko foi libertada em troca de dois russos, acusados por Kiev de trabalharem como agentes secretos militares para o GRU russo.

Savtchenko, de 22 anos, cumpria uma pena de prisão de 22 anos por ter alegadamente ter fornecido informações ao exército ucraniano sobre o posicionamento de dois jornalistas da televisão pública russa, mortos em junho de 2014.

Cerca de 170 ucranianos continuam detidos na Rússia, na península da Crimeia ocupada pela Rússia e pelos grupos rebeldes do leste da Ucrânia, segundo o ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiros (Assuntos Exteriores).

Elena Glishchinska e o filho, nascido durante o tempo em que esteve detida, e Vitaly Didenko, ambos jornalistas ucranianos, foram libertados por Kiev. Tinham sido acusados de separatismo.

Elena Glishchinska (Glishchinskaya em língua russa) disse, ao chegar a Moscovo, que não tinha qualquer intenção de iniciar um movimento separatista:

“O Governo ucraniano deteve-nos por ativismo relacionado com o movimento popular de Bessarabia. Um movimento de cariz cultural e nacionalista que nem tinha muito a ver com a política.
Mas as autoridades acharam que não se integrava na linha política governamental. Fomos vítimas de uma perseguição.”

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