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Venezuela: Oposição acusa autoridades de anular assinaturas para impedir referendo

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Venezuela: Oposição acusa autoridades de anular assinaturas para impedir referendo

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O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela informou que os signatários do pedido de um referendo que poderia traduzir-se na destituição do Presidente Nicolas Maduro deveriam validar a assinatura pessoalmente e com a impressão digital, depois de terem anulado mais de 600 mil assinaturas em quase dois milhões. Uma notícia que tem vindo a provocar os protestos da oposição e dos cidadãos, como pôde constatar a EURONEWS nas ruas de Caracas.

Luís Emílio Rondón, o reitor do CNE disse que “cerca de 1.352.000 registos foram validados” e que terão posteriormente lugar “as etapas de exclusão e validação” das assinaturas entre os dias 20 e 24 de junho.

Uma das assinaturas anuladas foi a do ex-candidato presidencial Henrique Capriles Radonski, decisão que provocou protestos por parte da cidadania e de alguns partidos políticos, em particular do seu partido, o Primero Justicia.

Juan Requesens é deputado na Assembleia Nacional da Venezuela pelo Primero Justicia, o partido de Capriles, desde o ano passado. Explicou à EURONEWS porque lhe parece injusta e pouco honesta a decisão das autoridades eleitorais venezuelanas:

“Eles disseram que algumas assinaturas pertenciam a gente morta. Disseram que algumas assinaturas simplesmente não eram válidas. Este Governo e a CNE têm tão pouca vergonha que anularam muitas assinaturas por conterem a palavra Maduro com O em vez de com um U. Foram apenas algumas das desculpas que encontraram para anular assinaturas,” disse Juan Requesens.

Numa primeira fase, eram necessárias 200 mil assinaturas, mas a oposição quase 10 vezes esse número. Uma vez validadas estas assinaturas, com as respetivas impressões digitais, inicia-se outra etapa, em que a oposição terá de recolher e validar as assinaturas de 20% dos eleitores.

O enviado da Euronews a Caracas, Alberto de Filippis, conta que, depois de um dia na capital venezuelana, todas as pessoas com quem falou disseram que as assinaturas delas foram anuladas, embora oposição prometa continuar com a batalha.

Uma mulher, com um carrinho de bebé, disse que assinou a petição por estar “preocupada pelo futuro da filha”. “Mas a minha assinatura não se encontra na lista. Tomei a iniciativa de juntar assinaturas, sou da oposição e o meu nome e não está lá,” disse à EURONEWS.

O Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, admitiu submeter-se a um referendo, mas apenas em 2017 e não em 2016, como pretende a oposição, e se forem cumpridos os requisitos estabelecidos na lei.

A batalha pela data do referendo

A oposição quer o referendo ainda em 2016 e tem acusado por diversas vezes o CNE de atrasar as diferentes etapas do processo.

Se o referendo se realizar até 10 de janeiro de 2017, deverão ser convocadas novas eleições, segundo lei. Se o referendo for convocado para depois dessa data, o vice-presidente assumirá o cargo de Maduro até 2019, quando termina o atual mandato.

A EURONEWS falou ainda com Henrique Capriles, líder da oposição, sobre os problemas que afetam atualmente a Venezuela, entrevista transmitida no programa Global Conversation:

Com a contribuição de António Oliveira e Silva

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