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As difíceis relações da UE com o Reino Unido e Rússia

A redação de Bruxelas

As difíceis relações da UE com o Reino Unido e Rússia

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As campanhas para a manutenção e para a saída do Reino Unido da União Europeia foi temporariamente suspensa depois da morte da deputada do Partido Trabalhista Jo Cox, que foi baleada na cidade de Leeds.

A menos de uma semana do referendo sobre a permanência na União Europeia, o Brexit está à frente nas sondagens. Apesar de todos os alertas sobre a economia, para muitos a questão chave é a migração.

Migrações no centro das preocupações dos britânicos

Em Dover, por exemplo, a pequena cidade costeira de onde se pode ver Calais, em França, muitas pessoas dizem-se cansadas dos europeus de leste que chegam e beneficiam das mesmas ajudas sociais.

Um comerciante da cidade defende que “o que mudou foi o fluxo de pessoas vindas do leste da Europa. Em Dover há sobretudo pessoas de etnia cigana. Não temos problemas com estrangeiros. Temos aqui muitos polacos, trabalham muito. Mas a percentagem de migrantes na cidade tornou-se enorme, demasiado grande e as pessoas estão a sair da cidade, o ambiente piorou muito”. Um outro morador de Dover afirma que “estamos a viver numa ilusão de que ainda somos fantásticos. Não sei o que irá acontecer se sairmos do mercado europeu, não sei quais serão os efeitos. Mas acredito que devemos ter uma noção da realidade”.

Com o aproximar do dia da votação, os líderes das instituições europeias garantem que a União vai sobreviver de qualquer forma. Mas acreditam que o cenário ainda pode mudar, tal como referiu o presidente do Conselho, Donald Tusk. “É muito difícil ser-se otimista, tendo em conta as últimas sondagens. Mas ainda estamos nos 50/50. Tudo é possível. A União Europeia vai sobreviver, não tenho dúvidas, mas ainda é mais fácil sobreviver juntos, com outros 27 Estados-membros, do que completamente sozinhos. Mas o custo será muito elevado”, afirmou Donald Tusk.

Sanções contra a Rússia devem ser prolongadas

A União Europeia tem outra relação complicada para gerir, com a Rússia. Pela primeira vez, desde a anexação da Crimeia, em 2014 e da imposição de sanções, um líder de uma instituição europeia esteve na Rússia. O presidente da Comissão foi a S. Petersburgo apesar de ter sido contra a vontade do bloco e encontrou-se com Vladimir Putin. Apesar de ter deixado claro que as sanções não vão para já desaparecer, Junker garantiu que o diálogo continua.

As sanções da União Europeia contra a Rússia devem ser prolongadas por mais seis meses. De acordo com fontes de Bruxelas, a decisão deve ser tomada no encontro de ministros dos negócios estrangeiros que decorre na próxima semana.

Do lado de Moscovo, continua a interdição à importação de produtos vindos de Estados-membros. Uma medida que afeta sobretudo o setor alimentar.

Nikolai Ostarkov, vice-presidente do “Business Russia” explica que “os fabulosos queijos franceses estão a ser substituidos por queijos produzidos na Rússia, mas a qualidade está a aumentar. O processo de substituiçao das importações está em marcha”.

Numa tentativa de aproximação, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker fez questão de marcar presença no Fórum Económico Internacional que está a decorrer em S. Petersburgo mas deixou recados.

“Deixem-me ser claro. Em relação ao acordo de Minsk, a União Europeia está unida, tal como o G7. A Rússia faz parte desse acordo. Por isso, o próximo passo é claro: total implementação dos acordos. Nem mais, nem menos. É a única forma de começar as negociações, é a única forma de levantar as sanções económicas que foram impostas”, garantiu Juncker.

Recorde-se que o acordo de Minsk assinado no ano passado exige um cessar fogo e a entrega de armanento pesado nos territórios pró-russos do leste da Ucrânia. Exigências que estão longe de estar cumpridas.

Esta sexta-feira pode ainda ver o programa semanal “State of Union”, um resumo das principais informações europeias da semana.

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