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Número recorde de refugiados revela impossibilidade de um "plano B" para a Europa segundo a ONU

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Número recorde de refugiados revela impossibilidade de um "plano B" para a Europa segundo a ONU

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O número de pessoas deslocadas por conflitos e violência no mundo atingiu um novo recorde de 65,3 milhões, superior ao número de habitantes do Reino Unido.

Segundo o relatório anual da agência da ONU para os refugiados, desde o início da guerra na Síria que o número não pára de aumentar quando, atualmente 1 em cada 113 pessoas no mundo foram obrigadas a fugir de casa.

Para Filippo Grandi, Alto Comissário para os refugiados da ONU,

“Infelizmente registamos um aumento de 10% relativamente ao ano passado. Dos 65 milhões, dois terços são pessoas deslocadas dentro dos seus países, os mais difíceis de ajudar, um terço são refugiados, 90% em países pobres e 50% dos refugiados são crianças”.

Os conflitos na Síria, Afeganistão, Burundi e Sudão do Sul estão na origem dos mais recentes êxodos de população, segundo o relatório da ONU, que denuncia um clima de xenofobia crescente nos países industrializados face à vaga migratória.

“Vemos barreiras a serem levantadas em vários países, não apenas muros, mas também barreiras legislativas, inclusive em países do mundo industrializado que foram durante muito tempo o bastião da defesa dos direitos fundamentais ligados ao direito de asilo”.

Se a Turquia é o país que acolhe mais refugiados no seu território, cerca de 2,5 milhões de pessoas, a Alemanha tem o recorde do maior número de pedidos de asilo, quase 442 mil no ano passado. Um número que deverá continuar a aumentar nos próximos anos quando a ONU sublinha que, “não existe um plano B”, para a vaga de refugiados que atinge a Europa.

A UE tinha proposto no ano passado um sistema para repartir 160 mil refugiados pelos estados-membros que permitiu distribuir até agora apenas 2.406 pessoas.

A Síria continua a ser o país de onde provém um maior número de refugiados – 4,9 milhões de pessoas, seguido do Afeganistão, com 2,7 milhões e a Somália com 1,1 milhões.

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