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Referendo sobre a União Europeia: O erro de cálculo de David Cameron

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Referendo sobre a União Europeia: O erro de cálculo de David Cameron

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O referendo foi uma das promessas eleitorais de David Cameron. Uma promessa cumprida, mas o primeiro-ministro britânico estava longe de imaginar um tão grande risco de Brexit. A atualidade internacional certamente jogou contra os objetivos de Cameron, entre a crise migratória, crises económicas repetidas na União Europeia e argumentos nem sempre claros que foi desfiando.

“Eu próprio sou um eurocético. Estou cético sobre muitas coisas que a Europa tem feito. Mas diria que isso não enfraquece a nossa campanha, antes pelo contrário, é uma força porque nos colocamos ao nível das pessoas, que é algo que o outro lado se recusa a fazer”.

Ou seja, os conservadores não acreditam, como os outros cidadãos, que eles compreendem, mas, mesmo assim, defendem que é melhor ficar na União. É um argumento algo complexo para convencer indecisos, nomeadamente os jovens, a votarem. Por outro lado, o governo introduziu muitos receios na sociedade britânica. Ouçamos ainda Cameron.

“Estas coisas todas juntas, o impacto do choque, o impacto da incerteza, o impacto do comércio – isto é uma bomba na nossa economia. E o pior é que fomos nós próprios que acendemos a mecha”.

“A minha principal preocupação é que se deixarmos a União Europeia, o país vai pagar uma enorme fatura económica”, defende o ministro das Finanças, George Osborne

Portanto, de acordo com a opinião de peritos, economistas, líderes internacionais, a saída da Grã-Bretanha da União será uma catástrofe para o país e para a economia global. As estimativas apontam para 3,5 a 9,5% de queda do PIB britânico. Mas os números, como os cenários projetados, contradizem-se e é dificil para os eleitores saberem em quem acreditar.

O Partido Trabalhista entrou tarde na campanha e, segundo os observadores, sem grande convicção. Pró-europeísta, o Labour centrou também os argumentos no aspeto económico e nos benefícios da União Europeia.

O lider, Jeremy Corbyn, expressa as suas convicções desta forma:
“Nós no partido trabalhista somos esmagadoramente pela permanência porque acreditamos que a União Europeia trouxe investimento, empregos e proteção para os trabalhadores, para os consumidores e para o ambiente. Mas também porque reconhecemos que a nossa pertença à União oferece um caminho crucial para enfrentar os desafios do século XXI”.

Aquilo em que todos acreditam é que o referendo coloca uma questão crucial para o país, que ultrapassa as diferenças políticas. Por isso, Tony Blair e John Major defenderam juntos a manutenção na instituição histórica da Europa.

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