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BCE volta a aceitar a dívida grega

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BCE volta a aceitar a dívida grega

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O Banco Central Europeu (BCE) decidiu voltar a aceitar a dívida grega como garantia nas operações de refinanciamento.

A partir de 29 de junho os bancos gregos podem voltar a usar como colateral os títulos de dívida pública do país para recorrer às linhas de financiamento normais do Banco Central Europeu. A medida foi anunciada na quarta-feira à noite. A medida foi anunciada na quarta-feira à noite.

A suspensão do regime de exceção que permite aos bancos helénicos usar como colateral títulos da dívida pública grega considerados pelas principais agência de notação como especulativos foi imposta a 4 de fevereiro de 2015, no auge da crise grega.

Durante o período de suspensão, os bancos gregos só puderam usar aquele colateral especulativo no recurso ao financiamento via linha de assistência de liquidez de emergência (ELA, do inglês Emergency Liquidity Assistance), que implicava um adicional de custo na ordem de 150 pontos base acima dos juros nas linhas de financiamento normais do BCE.

Um comunicado do BCE explica que o conselho de governadores reconheceu o compromisso do Governo grego para implementar o actual programa do Mecanismo de Estabilidade Europeu.

Por enquanto, o BCE excluiu os títulos de dívida da Grécia do programa de compra da dívida pública, mas pretende avaliar a possibilidade de os adquirir numa fase posterior.

Continua em vigor o terceiro plano de resgate grego, no valor de 86 mil milhões de euros.

O restabelecimento da exceção deverá permitir uma poupança anual de 75 a 90 milhões de euros em juros pelos bancos.

A correspondente da euronews em Atenas, Symela Touchtidou, explica que esta decisão do Banco Central Europeu traz poucas mudanças para as empresas e para as famílias, no futuro próximo. Para já, os bancos vão usar os lucros de uma liquidez mais barata para aliviar orçamentos sobrecarregados. A participação do país no programa de alívio quantitativo do BCE (QE – Quantitative Easing) vai acabar por fazer com que os gregos tenham mais dinheiro no mercado e a custos mais baixos.

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