This content is not available in your region

FARC: Uma revolução de "camponeses" que durou 50 anos

Access to the comments Comentários
De  Euronews
FARC: Uma revolução de "camponeses" que durou 50 anos

<p>O governo da Colômbia e a guerrilha das <span class="caps">FARC</span> assinam histórico acordo de cessar-fogo definitivo que abre as portas ao pacto final de paz que acabará com meio século de conflito armado.</p> <p>A história deste movimento armado começa no final dos anos 60. A luta das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (<span class="caps">FARC</span>) foi iniciada pela mobilização de camponeses comunistas liderados por Manuel Marulanda.</p> <p>Tratava-se de um grupo inconformado com a penosa situação económica e social do país que decidiu a via das armas para se opor ao governo, conquistando ao longo de 40 anos de luta intensa o território sul do país.</p> <p>Pela luta armada este movimento impôs um poder paralelo, mas nos nossos dias, aorganização é vista como um grupo de ação terrorista que se sustenta do tráfico de drogas e de sequestros.</p> <p>Ingrid Betancourt, antiga candidata presidencial, é a mais conhecida dos prisioneiros das Farc. Passou seis anos e quatro meses em cativeiro no meio da selva colombiana, foi torturada, violada e humilhada. Só em 2008 recuperou a liberdade após uma operação militar sigilosa.</p> <p>Durante décadas a presença deste e doutros grupos armados paramilitares na Colômbia, expõem cruelmente a fraqueza das instituições políticas.</p> <p>Nos anos 80, a guerrilha tentou as vias representativas oficias com a criação da União Patriótica. Mas sem resultados positivos para sustentarem o projeto revolucionário, os dirigiente voltaram à violência.</p> <p>No fim dos anos 90, durante o governo do presidente Pastrana, tentou-se uma negociação pacífica. As negociações falharam.</p> <p>Em 2000, os Estados Unidos decidiram interferir na questão criando um plano de cooperação com Bogotá e um fundo de ajuda através do qual Washington enviou recursos e tecnologia militar para combater os guerrilheiros.</p>