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Presidente de Portugal diz que há União Europeia sem Reino Unido

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Presidente de Portugal diz que há União Europeia sem Reino Unido

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No rescaldo do resultado do referendo, que deu a vitória à saída do Reino Unido da União Europeia, o Presidente da República portuguesa lamentou a decisão mas já veio dizer que a continuidade da UE não está em causa:

“Devemos respeitar, com serenidade, a decisão da maioria do povo britânico, na certeza de que o projeto europeu se mantém válido na defesa dos valores que, desde há muitos séculos, marcam a nossa identidade comum”.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que, apesar da saída, o Reino Unido continua a fazer parte da Europa, em termos culturais, económicos, de paz e de segurança. Em relação a Portugal frisou:

“Somos aliados do Reino Unido há mais de 600 anos e isso continua de pé”.

O chefe de Estado defende que a resposta da União Europeia “deve ser rápida, deve ser coesa, unida” e que esta deve “repensar e reformar o que for necessário para firmar os seus valores”. Marcelo Rebelo de Sousa deixou claro que Portugal continua na União Europeia com determinação e que vai estar atento à defesa dos portugueses que vivem no Reino Unido e aos que tem ligação ao país.

O Primeiro-ministro português também já garantiu que “tudo fará para assegurar todos os direitos da comunidade portuguesa no Reino Unido” e que “todos os direitos dos cidadãos britânicos que vivem, visitam ou investem em Portugal” estão também salvaguardados.

Para António Costa hoje “é um dia triste para a Europa” ainda assim lembra, também, a aliança histórica com o Reino Unido:

O chefe do executivo português disse ainda que esta “deve ser uma oportunidade para os 27 países da União Europeia refletirem sobre o que significam estes resultados e a necessidade que temos de responder aos anseios dos cidadãos da Europa”. Para Costa “a questão não é termos mais ou menos Europa, é termos melhor Europa”.

Para o líder do grupo parlamentar do Partido Socialista a União Europeia tem de recomeçar. Carlos César antevê dois caminhos para a UE: “Ou a Europa muda nos planos da legitimidade democrática da sua governação, e nos planos económico, social, de bem-estar e de coesão territorial, ou os cidadãos procurarão um pouco por todo o lado alternativas por mais arriscadas e desconhecidas” que sejam nos seus.

Pedro Passos Coelho apelou a um “ponto final rápido” no processo de saída do Reino Unido. O objetivo é “evitar contágios” a outros países. O presidente do PSD frisou que continua convicto de que “o interesse nacional, e uma maior prosperidade, serão melhor defendidos dentro do projeto europeu”.

Para o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, “as instituições portuguesas devem refletir sobre o que tem sido o nosso caminho”. Mas acrescenta que “as consequências para Portugal dependem de nós próprios”, e que os riscos para o país, principalmente em termos da política orçamental e económica, são internos.

O CDS-PP diz que é “um dia triste” para a Europa e para os britânicos. Pedro Mota Soares lamentou a saída do Reino Unido da União Europeia já que o país vai ficar isolado e “num cenário de instabilidade política”. O líder dos centristas lembra também os portugueses que residem no Reino Unido e o facto de o país ser o quarto principal mercado, em termos de exportações para Portugal.

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