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Euro2016: Itália elimina (2-0) Espanha e Islândia despacha (2-1) Inglaterra

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Euro2016: Itália elimina (2-0) Espanha e Islândia despacha (2-1) Inglaterra

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  • Itália-Espanha, 2-0;
  • Italianos vão jogar sábado com a Alemanha;
  • Inglaterra-Islândia, 1-2;
  • Islandeses defrontam domingo a França.

A Islândia é a grande surpresa deste Euro2016. Bem mais até que os também estreantes País de Gales. Depois do empate a abrir com Portugal e do apuramento para os oitavos-de-final, os “vikings” comandados pelo sueco Lars Lagerback voltaram a supreender o mundo do futebol e eliminaram uma das seleçoes mais valiosdas do torneio, a Inglaterra. Já lá vamos.

O jogo grande deste derradeiro dia da segunda fase do Europeu opôs duas potências latinas. A Itália venceu a Espanha, por 2-0, e eliminou com mérito os bicampeões europeus, vingando a goleada (0-4) na final de há 4 anos na Ucrânia. A “squadra azurra” vai enfrentar, agora, nos quartos-de-final o atual campeão do Mundo, a Alemanha.

Esperava-se um duelo entre o mais ofensivo “tiki-taka” espanhol e o ultra defensivo “catenaccio” italiano, mas a Itália surpreendeu. A equipa de Antonio conte — o futuro treinador do Chelsea — entrou ao ataque e empurrou “la roja” para uma situação estranha e pouco confortável: a defesa.

Aos 8 minutos, David De Gea defendeu bem um cabeceamento perigoso de Graziano Pellé. Pouco depois foi Giacherinni, em pontapé de bicicleta, a permitir nova intervenção brilhante ao guarda-redes espanhol, de 25 anos. Os espanhóis reequilibraram um pouco o jogo, mas a Itália tinha mais posse de bola.

Aos 28 minutos, Iniesta, de longe, remata para defesa atenta de Gianluigi Buffon. Aos 31, Piqué derrubou Graiano Pellè à entrada da área e, no livre direto, o ítalo brasileiro Éder Martins, de 29 anos, aproveitou a má formação da barreira espanhola, disparou forte e De Gea defendeu mal para a frente. Na insistência, Emanuele Giaccherini desvia a bola do guarda-redes e, na passada, Chiellini abre o marcador.

Sobre o intervalo, Giaccherini protagoniza uma grande jogada na área espanhola e remata para defesa com a ponta da luva de De Gea. O guarda-redes voltou a salvar a Espanha, que ao intervalo já tinha mais posse de bola, mas somava apenas um remate contra seis da Itália.

Para a segunda parte, Vicente del Bosque trocou Nolito (já tinha um amarelo) por Aritz Aduriz. A Espanha melhorou e Morata, de cabeça, obrigou Buffon a mostrar serviço. Antonio Conte responde com a entrada em jogo de mais um ítalo brasileiro, o médio Thiago Motta, para reequilibrar o meio-campo defensivo.

Com a mudança, a Itália impediu o adversário de lateralizar o jogo e procurar os cruzamentos para Aduriz. A Espanha abdicou do melhor marcador, Morata, para os últimos 20 minutos, por troca com Lucas Vásquez — segunda internacionalização apenas do médio de 24 anos do Real Madrid.

Aos 76 minutos, novamente Iniesta num remate de longe, uma vez mais Buffon a defender com segurança. No canto consequente, o guarda-redes italiano volta a destacar-se após remate de Piqué.

Aduriz, lesionado, teve de ser substituído. Entrou Pedro Rodriguez. Conte trocou Éder por Lorenzo Insigne e, depois, Alessandro Florenzi por Matteo Darmian. Insigne entrou com vontade de marcar e obrigou De Gea a boa defesa a cinco minutos dos “90”.

A Espanha pressionou nos derradeiros minutos. A Itália jogava organizada procurando o contra-ataque pela certa. Numa bola bombeada para a área, Piqué remata em esforço para o golo, mas Buffon faz a defesa do jogo. Na resposta, em contra-ataque, Pellè “matou” o jogo, com o segundo golo no Europeu.

Foi o 31.° duelo entre Itália e Espanha. Com este resultado, os italianos somam agora as mesmas nove vitórias dos espanhóis, com o empate (13) a ser o desfecho mais habitual. A “squadra azurra”, curiosamente, passa a ter mais um golo marcado (33) que “la roja”. Segue-se a Alemanha, sábado, para a Itália, nos quartos-de-final.

Islândia afunda Inglaterra e entra nos “quartos”

A Islândia voltou a surpreender o mundo do futebol e, afinal, o empate (1-1) com Portugal já não parece assim um tão mau resultado dos comandados de Fernandos Santos. No jogo do trono do futebol europeu, os “vikings” voltaram a cerrar dentes, jogaram como sabem e eliminaram a Inglaterra, com um triunfo por 2-1.

O embate entre islandeses e ingleses começou em alta rotação e, aos 18 minutos, estavam marcados os três golos do jogo. O primeiro logo aos 4 minutos, a castigar uma falta escusada do guarda-redes Hannes Halldórsson sobre Raheen Sterling. A celebrar a 115.a internacionalização, Wayne Rooney abriu o marcador.

A jogar com o mesmo “11” desde a estreia na prova (0-0) com Portugal há duas semanas, a Islândia reagiu de imediato. Num lançamento longo desde a meia direita, Árnason desviou de cabeça à entrada da área, apanhou a defesa inglesa em contra-pé e, à boca da baliza, Ragnar Sigurdsson empatou. Estavam jogados apenas seis minutos.

A Inglaterra tinha o controlo do jogo, mas a Islândia mantinha-se coesa e, aos 18 minutos, calou os ruidosos adeptos ingleses.

Bom trabalho coletivo à entrada da área, Kolbeinn Sigthórsson tirou um adversário da frente e rematou rasteiro para o fundo das redes. Joe Hart ainda tocou na bola, mas fez-se tarde ao lance e acabou mal batido.

Os islandeses passavam para a frente, ganharam confiança e ainda cerraram mais os dentes na defesa de um feito histórico. A Inglaterra parecia atordoada. Ao intervalo, o ex-sportinguista Eric Dier ficou no banho. Entrou Jack Wilshere.

O jogo recomeçou como chegou ao descanso: a Inglaterra a dominar, a Islândia coesa a defender e a jogar no contra-ataque como já havia feito diante de Portugal. Aos 55 minutos, Ragnar Sigurdsson ficou perto do bis num pontapé de bicicleta à figura de Joe Hart.

A Inglaterra pressionava, mas, aos 84 minutos, foi Gunnarsson, em contra-ataque, a obrigar Joe Hart a mais uma boa intervenção. Para os derradeiros minutos, Hodgson trocou Rooney por Marcus Rashford. A Inglaterra pressionou com tudo. A Islândia resistiu com pôde e ganhou. O seleccionador inglês dise “já chega” e demitiu-se!

Uma fria ilha vulcânica perdida no Atlântico Norte conseguiu o impensável e “afundou” a maior parte da Grã-Bretanha. Quatro dias depois do referendo que ditou o “Brexit”, a Inglaterra arruma as malas e acompanha a Irlanda do Norte de volta para casa.

A Islândia vai enfrentar, no domingo, a França, nos quartos-de-final do Europeu. Cuidado, “galos”, estes “vikings” estão loucos!

Melhores marcadores e defesas

Terminada a segunda fase do Europeu, a tabela dos melhores marcadores conta com um trio destacado com 3 golos cada, enquanto entre as defesas menos batidos do torneio a Alemanha é a única que se mantém imbatível.

A tabela dos melhores marcadores integra dois jogadores ainda em prova, o francês Antoine Griezmann, e o galês Gareth Bale. O espanhol Álvaro Morata também soma 3 golos, mas esta segunda-feira já fez as malas de volta a casa.

Griezmann ficou em branco no primeiro jogo do Euro e até acabou substituído. No segundo jogo, estreou-se a marcar diante da Albânia. O ponto alto do francês, para já, é o jogo dos oitavos-de-final.

A França chegou ao intervalo a perder com a República da Irlanda, mas na segunda parte o médio do atlético de Madrid bisou e colocou a equipa da casa nos quartos-de-final.

Bale não marcou nos oitavos-de-final, mas fez dançar as redes adversárias em cada um dos três jogos da primeira fase. Será que vai voltar aos golos, sexta-feira, quando o País de Gales enfrentar a Bélgica?

A melhor defesa do torneio, nesta altura, é a da Alemanha. Manuel Neuer é o guarda-redes e ainda não sofreu golos, sendo a principal face desta resistência germânica.

No extremo oposto, está a Hungria. Adversários de Portugal na primeira fase, os húngaros foram já eliminados pela Bélgica nos oitavos-de-final, com uma goleada (0-4). Gabor Kiraly, o homem do pijama, voltou para casa com oito golos sofridos.

Os duelos dos “quartos”

O jogo Polónia-Portugal abre quinta-feira os quartos-de-final do Europeu. Será o 10.° jogo entre ambas as seleções, com a saldo a favorecer, para já, a equipa das quinas, com 4 vitórias contra 3 e outros 3 empates. Nos golos marcados, 13-9 para os portugueses.

A Polónia, no entanto, não perde com Portugal há uma década. nos últimos 3 jogos, conseguiu dois empates e um triunfo na fase de qualificação para o Euro2008. Num grande torneio, o último confronto aconteceu no Mundial de 2002, Portugal goleou (4-0) e Pauleta fez um “hat trick”, mas ambas viriam a ficar-se pela fase de grupos.

Nos restantes jogos, destaque claro para o Alemanha-Itália, de sábado. Já este ano, as duas seleções enfrentaram-se num particular e os germânicos golearam (4-1) em Munique. Mas no último jogo num grande torneio, na meia-final do Euro2012, os italianos foram melhores (2-1).

Há 10 anos, na meia-final do Mundial de 2006, a “squadra azurra” também venceu. No currículo do duelo, somam-se 33 jogos, 12 vitórias e 49 golos para a Itália, 8/40 para a Alemanha.

Na sexta-feira, o País de Gales enfrenta o melhor ataque do torneio, a Bélgica. Será o 13.° duelo, com balanço favorável para a equipa de Marc Wilmots: 5 vitórias contra 4 derrotas (3 empates). Os galeses ganham, contudo, na relação de golos: 17 marcados, 16 sofridos.

Nos últimos grandes torneios, País de Gales e Bélgica foram adversários nas fases de qualificação, mas esta será a primeira vez que se enfrentam numa grande competição.

No domingo, por fim, a França irá enfrentar pela primeira vez na história a surpreendente Islândia. Serão os anfitriões capazes de parar o avanço na prova destes “vikings” sem medo?

Protagonista do dia

A modesta equipa da Islândia, uma das três mais baratas do Euro2016, assume-se como a grande surpresa da competição. Depois de ter empatado com Portugal a abrir o torneio, esta segunda-feira eliminou do torneio uma das seleçoes do top-5 das mais valiosas, a Inglaterra. Segue-se a França. O grito de guerra dos islandeses já começa a ecoar em Paris! Euro 2016 day 18

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