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Estudo britânico alerta para perigos do uso do smartphone à noite

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Estudo britânico alerta para perigos do uso do smartphone à noite

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Um estudo britânico alerta para os perigos do uso do smartphone à noite, antes de dormir, quando há pouco luminosidade. Os riscos incluem perda de visão temporária e problemas do sono.

Há mais de dois mil milhões de utilizadores de smarеphones no mundo mas a maioria das pessoas não está consciente dos riscos associados ao uso dos smartphones, nomeadamente a população mais jovem.

“Acontece muitas vezes, quando vamos dormir, não conseguimos desligar o telefone e continuamos a conversar com pessoas na Internet até adormecer”, conta Judit Serra.

“Deito-me tarde e tenho dificuldade em acordar de manhã e por causa da luz tenho dificuldades em adormecer. Penso que a luz azul interfere com o nosso sono”, disse Adeeb Arif.

Um estudo europeu revela que 57% de crianças e jovens portugueses entre os 9 e os 16 anos fazem um uso excessivo do smartphone.

“Fico preocupada com os meus olhos, porque, à noite, antes de dormir, quando desligo o smartphone sinto que há pontos negros na vista”, disse Marcela Montes.

À semelhança de Portugal, o Reino Unido é um dos países onde os jovens mais usam o smartphone. Um artigo recente publicado no “New England Journal of Medicine” relata o caso de duas mulheres, de 22 e 40 anos que sofreram de cegueira temporária durante meses.

“Leva alguns minutos para que o olho direito veja tão bem quanto o esquerdo e o inverso é verdade. As pessoas ficam preocupadas e pensam que não podem ver com o olho que foi exposto à luz mas se olharem com os dois olhos, a situação passa a ser a mesma e a questão não se coloca”, afirmou Gordon Plant, neurologista do Hospital nacional de Neurologia, no Reino Unido.

As duas mulheres fizeram vários exames, incluindo ressonâncias magnéticas e exames cardíacos. Neste tipo de casos, o diagnóstico é difícil.

“A perda de visão temporária afeta um olho o que é um sintoma importante porque pode ser um sinal de um Acidente Vascular Cerebral. Muitos pacientes vêm ao hospital por causa disso e são encaminhados para a unidade que trata dos avc’s. Trata-se de um sintoma mais frequente em pessoas idosas mas os jovens podem ter um acidente vascular cerebral”, acrescenta o Gordon Plant.

Os médicos têm dificuldade em fazer o diagnóstico porque há várias patologias com sintomas similares.

“Há uns anos atrás, esses pacientes seriam primeiro encaminhados para especialistas em clínicas, mas como, agora, existem tratamentos muito precisos para os AVC, as pessoas são encaminhadas automaticamente para especialistas em AVC que não conhecem tão bem os problemas oftalmológicos e automaticamente esses pacientes fazem ressonâncias magnéticas, tomografias e ultrassons, etc”, explicou o especialista.

É sabido que os ecrãs podem ser muito prejudiciais para a saúde ocular. Os especialistas recomendam a diminuição da luminosidade e do brilho dos ecrãs e a realização de pausas frequentes para não cansar demasiado a visão.

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