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Forças Armadas dos EUA passam a aceitar militares transgénero e transexuais

É um novo passo contra a discriminação, depois do fim do "don't ask, don't tell".

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Forças Armadas dos EUA passam a aceitar militares transgénero e transexuais

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O exército dos EUA anunciou esta quinta-feira o fim da proibição de recrutamento de transexuais e pessoas transgénero.

Em declarações aos jornalistas no Pentágono, o secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, explicou a decisão argumentando de que as Forças Armadas necessitam do serviço de soldados qualificados, independentemente da sua orientação sexual ou identificação de género. Diz que contam já com vários militares nesta situação, embora não o assumam publicamente.

“Há três razões principais para esta decisão. Têm a ver com a nossa força futura, com a nossa força presente e com questões de princípio. A primeira e fundamental razão é que o departamento da Defesa e as Forças Armadas precisam de aproveitar todo o talento para continuarem a ser aquilo que são agora – a melhor força de combate que o mundo alguma vez conheceu”, disse Carter.

Estima-se que, dos cerca de 1,3 milhões de militares no ativo, nos Estados Unidos, haja 2500 transgénero.

O Pentágono dá um novo passo contra a discriminação, seis anos depois de ter acabado com a proibição de recrutar homossexuais ou bissexuais, a regra conhecida como don’t ask, don’t tell.