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O último adeus a Elie Wiesel

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O último adeus a Elie Wiesel

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O funeral de Elie Wiesel aconteceu este sábado em Nova Iorque, onde faleceu aos 87 anos. Wiesel recebeu o Nobel da Paz em 1986 pelo seu papel na manutenção da memória sobre o holocausto dos judeus e pela sua voz crítica em relação a atrocidades como o genocídio no Ruanda ou as matanças na antiga Jugoslávia. Defensor dos Direitos Humanos, denunciou o racismo e a violência pelo mundo:

“O mundo perdeu uma grande voz moral e os judeus e Israel perderam um forte defensor. Nós, os sobreviventes, perdemos a voz de memória. E eu, pessoalmente, perdi um amigo muito especial”, refere Abraham Foxman, amigo de Wiesel.

Elie Wiesel tinha 15 anos quando foi enviado com a família para o campo de concentração de Auschwitz, na Polónia. Aqui morreram a mãe e a irmã mais nova. Posteriormente, esteve no campo de Buchenwald, no leste da Alemanha, onde morreu o pai.

As reações à sua morte são muitas. Para Barack Obama ele era “não era apenas o sobrevivente mais proeminente do holocausto: era a memória viva”. Também o Nobel da Paz, José Ramos-Horta, relembrou o “académico brilhante” e a “grande figura intelectual e moral” na denúncia dos crimes de guerra nazis.

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