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Portugal, País de Gales, Alemanha, França: Quem seguirá para a final em Paris?

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Portugal, País de Gales, Alemanha, França: Quem seguirá para a final em Paris?

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A final do Euro 2016, em Paris aproxima-se. Mas, antes do jogo do título, quatro seleções enfrentam-se nas meias-finais pelos desejados bilhetes para o Stade de France. Hoje, analisamos os conjuntos que podem erguer o troféu no próximo domingo.

A França tem cumprido com o que se espera de um país anfitrião, mas as hostes gaulesas só animaram verdadeiramente depois do triunfo claro nos quartos-de-final sobre uma das surpresas da prova, a Islândia.

Agora, os gauleses, que estão na máxima força, vão ter pela frente a seleção campeã do mundo em título em mais uma final antecipada neste Europeu.

Diz-se que, no futebol, são onze contra onze e no final ganha a Alemanha. A ‘mannschaft’ tem sido consistente e convincente ao longo do torneio. Nos quartos-de-final sofreu nos penáltis frente à Itália, mas acabou por prevalecer.

Para o embate com a França, a Alemanha não pode contar com Hummels, suspenso. Mario Gomez, Khedira não deverão jogar por causa de lesões e Schwainsteiger está em dúvida.

Portugal já está nas meias-finais, mas ainda não convenceu alguns jornalistas e outros treinadores de bancada.

A seleção das quinas tem passado muito tempo a correr atrás do prejuízo, mas o espírito de sacrifício e a “fé” de Fernando Santos têm dado frutos. Agora já só falta ultrapassar o País de Gales para que seja cumprida a promessa de só “regressar a Portugal no dia 11”.

Falta ainda um dos candidatos e o País de Gales merece um capítulo particular. Na primeira vez em que participa numa fase final do Europeu, os “dragões” orientados por Cris Coleman conseguiram estar entre as quatro melhores seleções do torneio.

“Mais fortes, juntos” é o lema do País de Gales, outra das grandes revelações do torneio, uma equipa que vale essencialmente pelo coletivo. Venceu um grupo onde estava a vizinha Inglaterra, a Rússia e a Eslováquia. Ultrapassou a Irlanda do Norte nos oitavos-de-final e voltou a provocar a surpresa ao eliminar a Bélgica, marcando assim encontro com Portugal nas meias-finais.

A grande dor de cabeça do técnico Chris Coleman para o encontro desta quarta-feira, em Lyon, é substituir o influente médio Aaron Ramsey e o defesa central Ben Davis. O mundo aguarda com expectativa o duelo entre dois companheiros no Real Madrid: Gareth Bale e Cristiano Ronaldo.

Já a Itália voltou a ver o sucesso fugir-lhe. Eliminada pela Alemanha no desempate por grandes penalidades nos quartos-de-final, a ‘squadra azzurra’ já leva 48 anos sem vencer o Europeu e agora terá de esperar pelo menos mais quatro.

“Saiu de cabeça erguida”: é o mínimo que se pode dizer da Itália, que venceu sem problemas o seu grupo – apesar de uma derrota – e eliminou a Espanha, campeã europeia em título nos oitavos-de-final. A ‘squadra azzura’ acabou por ceder face à campeã mundial apenas após uma memorável sessão de grandes penalidades de que voltaremos a falar mais à frente.

Se os italianos já contam com quatro Campeonatos do Mundo no palmarés (1934, 1938, 1982 e 2006), ainda só conquistaram um Europeu e foi em casa, no longínquo ano de 1968.

O Alemanha – Itália dos quartos-de-final entra também na história como a pior sessão de penáltis das 15 edições do Europeu de Futebol.

Os 7 penáltis falhados contrastaram com a disciplina tática e o empenho nos 120 minutos da partida.

A Alemanha, que já não falhava um remate numa sessão de grandes penalidades desde o Mundial de 1982, falhou três, mas mesmo assim seguiu em frente já que os italianos atiraram duas bolas para fora e Manuel Neuer conseguiu defender outros dois remates.

Chegou assim ao fim o ‘enguiço’ alemão, que nunca tinha ganho à ‘squadra azzura’ nos anteriores 8 encontros nas grandes competições internacionais.

O futebol é a festa do golo e, por isso, antes do arranque das meias-finais, dedicamos um capítulo ao melhor goleador da prova até agora. Sabe quem é?

Antoine Lopes Griezmann tem raízes portuguesas. O avançado de 24 anos, nascido em Mâcon, foi ainda jovem rejeitado pelo Olympic de Lyon por ser “franzino”. Rumou a Espanha e formou-se na Real Sociedad antes de se transferir para o Atlético de Madrid. Regressou agora a casa, ao serviço da seleção francesa e já leva 4 golos no Europeu.

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