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Amnistia Internacional acusa grupos da oposição síria de tortura

As acusações recaem sobre cinco grupos.

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Amnistia Internacional acusa grupos da oposição síria de tortura

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Alguns grupos armados da oposição síria utilizam métodos de tortura e execuções sumárias tão graves como os do regime de Bashar el-Assad.

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"Os alvos da oposição armada vão desde jornalistas (...) a ativistas políticos. Nalguns casos, até as crianças são alvo destes grupos."

Philip Luther Diretor do programa da AI para o Médio Oriente e norte de África

O relatório agora apresentado pela Amnistia Internacional (AI) é embaraçoso para os países do Ocidente e do Médio Oriente que apoiam estes grupos – Estados Unidos, Arábia Saudita, Qatar ou Turquia.

“Neste relatório, documentámos abusos por parte de cinco grupos: A frente al-Shamia, o movimento Nour al-Din al-Zenki e a divisão 16, que fazem parte da coligação para a conquista de Alepo, tal como a frente al-Nusra e o Ahrar al-Sham em Idlib, que pertencem à coligação Exército de Conquista (Jaish al-Fatah), diz Philip Luther, diretor do programa da AI para o Médio Oriente e norte de África.

A Amnistia Internacional acusa estes grupos de perseguir e massacrar civis na guerra que dura desde que começou a revolta contra Assad, em 2011: “Os alvos da oposição armada vão desde jornalistas e colaboradores dos media aos trabalhadores das organizações humanitárias e ativistas políticos. Nalguns casos, até as crianças são alvo destes grupos”, acrescenta Luther.

Para este documento, a Amnistia Internacional entrevistou 70 pessoas que vivem ou trabalham em Idlib e certas zonas de Alepo, áreas controladas pelos rebeldes.

Entretanto, a ajuda do Programa Alimentar Mundial (PAM) conseguiu chegar às últimas duas zonas cercadas onde ainda não tinha chegado. O PAM estima que haja cerca de 5 milhões e meio de pessoas a necessitar de ajuda.