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Relatório de John Chilcot não "crucifica" Blair, famílias dos soldados e civis mortos querem a sua "cabeça"

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Relatório de John Chilcot não "crucifica" Blair, famílias dos soldados e civis mortos querem a sua "cabeça"

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Esperava-se que o relatório sobre o Iraque, redigido por John Chilcot, “crucificasse” Tony Blair, o antigo Primeiro-ministro britânico, mas não foi isso que acabou por acontecer.

Se por um lado Chilcot concluiu que Blair enviou tropas mal preparadas e que, na realidade não havia provas suficientes que justificassem a invasão do Iraque, em 2003, por outro, o relatório diz que Blair confiou naquilo que os serviços secretos lhe disseram. O antigo chefe do executivo confirma-o:

“Peço, com humildade, que o povo britânico aceite que tomei esta decisão porque acreditava que era a coisa certa a fazer, com base nas informações que tinha e nas ameaças que acreditava existirem”, afirmou Blair.

Algumas famílias, dos 179 soldados e civis britânicos mortos no Iraque, não estão convencidas de que Blair não soubesse, exatamente, o que estava a fazer. Há ativistas que também não:

“Tony Blair devia estar em Haia a ser julgado por crimes de guerra, após este relatório demolidor”, afirmou Valerie O’Neill a mãe de um soldado morto no Iraque.

“Temos de fazer campanha para que ele tenha algumas sanções políticas. Ele não deve ser uma figura respeitada que anda a vaguear pelos estúdios de televisão como faz. Politicamente ele está acabado”, Lindsey German, ativista da coligação “Stop the War”.

O relatório conclui, de facto, que a decisão de iniciar uma campanha militar no Iraque foi prematura.

Para um porta-voz das famílias estas mortes foram “desnecessárias, injustificadas e sem qualquer propósito”.

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