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Atletismo: Portugal campeão europeu na meia-maratona e triplo salto femininos

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Atletismo: Portugal campeão europeu na meia-maratona e triplo salto femininos

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Sara Moreira sagrou-se campeã da Europa da meia-maratona, em Amesterdão, prova na qual Jéssica Augusto foi terceira, tendo Portugal vencido coletivamente a prova da Taça da Europa, igualmente em estreia.

A atleta lusa venceu a corrida de estreia da distância em europeus isolada, mas cumpriu uma primeira parte de prova cautelosa, apenas se juntando às duas primeiras, na altura a turca Sultan Haydar e a italiana Veronica Inglese, perto da meia-hora.

Pouco depois, a atleta portuguesa passou a liderar, o que levou a turca a ceder, e, ainda antes do 15.º quilómetro, Sara Moreira isolou-se e foi aumentando a sua vantagem até à meta, que cortou em 1:10.19 horas, com 16 segundos de vantagem sobre Veronica Inglese.

Jéssica Augusto, que aos 10 quilómetros de prova seguia na quarta posição, acabou por ultrapassar a turca Haydar e terminou, bem isolada, na terceira posição, com 1:10.55.

Na Taça da Europa, realizada conjuntamente, Portugal ganhou coletivamente, contando ainda com Dulce Félix, que terminou no 12.º posto.

Mamona ganha ouro no triplo salto

Patrícia Mamona, com um fabuloso salto a 14,58 metros no triplo, fechou com ‘chave de ouro’ a participação portuguesa nos Europeus de atletismo, em Amesterdão num dia em que também houve medalhas para Tsanko Arnaudov, Sara Moreira e Jéssica Augusto.

Depois do sucesso das fundistas na estrada, de manhã, do brilharete de Marta Pen (quinta nos 1.500 metros) e da medalha de bronze de Arnaudov no peso, a prova do triplo salto foi a última a concluir com portugueses em prova e teve um desfecho espetacular, só decidido nos últimos saltos.

Na sexta e última série de saltos, Patrícia Mamona estava em posição para arrecadar o bronze, sendo então ‘arredada’ do pódio pelo salto de Anna Michalska (14,40, contra 14,38 da portuguesa).

Com uma concentração absoluta, Mamona respondeu ao seu melhor nível de sempre, acrescentando 20 centímetros à marca, o que deu para passar Michalska, mas também a israelita Hanna Minenko (14,51) e a grega Paraskeví Papahristou (14,47), que fecharam o pódio.

Patrícia Mamoma superou assim a sua melhor classificação internacional, que era a conquista da prata nos Europeus de 2012.

“Mal consigo acreditar. Estou a tremer e o meu coração bate depressa. Tantas emoções que estão a passar por mim agora…”, disse no final a nova campeã da Europa.

“Senti-me e sabia que podia saltar longe. Acho que tive sorte por alguém ter saltado mais do que eu (a meio do concurso), o que me empurrou para saltar mais ainda. Fui obrigada a dar tudo nos últimos saltos – o último era literalmente para tudo ou nada e acabou por ser tudo… Um recorde pessoal, um recorde nacional e uma medalha de ouro, é incrível”, disse ainda.

Atrás de Michalska, Susana Costa também esteve excelente, com um quinto lugar e um novo recorde pessoal ao ar livre, a 14,34.

Em dia de excelência do atletismo português, Tsanko Arnaudov confirmou na final do peso as boas indicações deixadas nas qualificações e lançou a 20,59 metros, logo no primeiro arremesso – melhor marca nacional do ano e segundo registo de sempre para o recordista português.

Apenas o alemão David Storl (21,31) e o polaco Michal Haratik (21,19) fizeram melhor do que Arnaudov.

“Esperava conquistar uma medalha internacional, mas não esperava que fosse hoje. Só quis competir bem e o meu primeiro lançamento acabou por ser o melhor. Tecnicamente, foi um grande lançamento e infelizmente depois não fui capaz de melhorar nos outros cinco. Mas tenho a medalha e estou muito feliz por isso”, disse no final o lançador português de origem búlgara.

Marta Pen, na sua primeira grande final como atleta sénior, ficou com um muito positivo quinto lugar, mas não escondeu alguma desilusão no final, por uma corrida em que foi uma das principais vítimas de ‘toques’.

De início, a final dos 1.500 metros foi ainda mais lenta do que se poderia esperar e só animou nos últimos 500 metros, quando as melhores terminadoras – entre as quais a portuguesa – se tentaram colocar bem para o ‘sprint’.

Vítima de alguns empurrões, a pequena atleta lusa acabou por ficar ‘fechada’, à linha de corda, e só conseguiu lançar o ‘sprint’ quando as medalhas já estavam irremediavelmente longe.

Seria quinta, em 4.34,41 minutos, o que mostra bem como a corrida foi tática – o seu recorde pessoal é melhor em cerca de 28 segundos.

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