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Pokémon entra no mundo real, mas atenção aos perigos da pirataria

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Pokémon entra no mundo real, mas atenção aos perigos da pirataria

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A Nintendo volta a apostar no “Pokémon”, abreviatura de Pocket Monsters, um dos grandes fenómenos da segunda metade dos anos 90 do século passado e que foi sobrevivendo ao longo dos anos. “Pokémon GO” foi desenvolvido por The Pokemon Company – filial da Nintendo – e pelo estúdio Niantic, do Google. Para já está disponível apenas em alguns países entre eles Estados Unidos, Holanda e Reino Unido.

Originalmente criado por Satoshi Tajiri, em 1995, no Japão, “Pokémon” começou por ser um par de jogos para o Game Boy da Nintendo. O enredo é centrado em criaturas fictícias, os chamados “Pokémon”, que são capturados pelos jogadores que os treinam para lutarem uns contra os outros. Quanto mais evoluída a criatura estiver mais probabilidade tem de ganhar.

O novo jogo, que promete conquistar milhões de fãs em todo o mundo, parte do mesmo princípio mas tem uma dinâmica século XXI. Funciona em Android e iOS e utiliza o sistema de geolocalização e câmaras dos smartphones para levar estes pequenos monstros para lugares do mundo real. Através de um dispositivo os jogadores são notificados quando há um desses seres perto de si para que possam tentar capturá-lo.

A febre que leva aos excessos e aos perigos

Sair da realidade para entrar na ficção pode, muitas vezes, trazer problemas e não só para os jogadores. Já aconteceram acidentes rodoviários. Jogadores a quem aparece um “Pokémon”, de repente, e se «esquecem» que estão a conduzir…

Em hospitais, na Holanda, foi preciso ter mais atenção às áreas restritas já que havia jogadores a acederem a elas. O mesmo se passou com as linhas férreas, neste país.

Publicação de um hospital de Amesterdão: “Há um Pokémon doente no AMC – vamos cuidar dele. Agradecíamos que não o visitassem”

Nos EUA o Museu do Holocausto, em Washington, proibiu as pessoas de jogarem no interior deste espaço.

Para além destes perigos há outros também importantes. Circulam versões não oficiais, vulgo pirateadas, do jogo que utilizam vírus que dão total controlo do androide ao hacker que a criou, quer isto dizer que ele tem acesso a tudo aquilo que o utilizador tem no seu smartphone (fotografias, acessos a contas (redes sociais, contas de email, contactos telefónicos, acessos a contas bancárias em alguns casos, entre outros).

Segundo investigadores da Proofpoint as versões infetadas da aplicação foram modificadas de tal forma que, quando descarregadas, “a vítima provavelmente não percebe que tem instalado um aplicativo malicioso.”

Fazer negócio com os Pokémon

Esta poderá ter sido uma das formas mais inteligentes de fazer publicidade alguma vez inventada. Os “Pokémon” podem aparecer em qualquer lugar e a Nintendo está a usar isso para fazer dinheiro levando estes pequenos monstros a aparecerem em cafés, restaurantes, lojas e mesmo sex shops. Veremos se, num país conservador como os EUA, isto não vai criar alguma polémica.

Pokémon em Portugal

“Pokémon GO” ainda não foi, oficialmente, lançado em Portugal mas os portugueses estão a descarregá-lo através das lojas de aplicações estrangeiras ou simulando viver noutro país onde o jogo já foi lançado.

A febre chegou também já ao Reino Unido

O jogo ainda não saiu no Japão

Ações da Nintendo mais do que duplicam

O sucesso do “Pokémon GO” chegou aos mercados financeiros. Entre 7 (dia do seu lançamento) e 12 de julho as ações da Nintendo, na bolsa de Tóquio, valorizaram 3%, atingindo 22.860 ienes, quase 200 euros por ação. Valores que, de acordo com a InfoMoney, podem não representar, imediatamente, para a Nintendo, uma fonte de receita, já que o produto foi desenvolvido com a Niantic e a Pokemon Company.

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