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Putin que se cuide! A loucura da caça aos Pokémons já chegou ao Kremlin!

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Putin que se cuide! A loucura da caça aos Pokémons já chegou ao Kremlin!

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“Os Pokémon não são uma razão para visitar o Kremlin, um tesouro da cultura mundial”, afirmou esta sexta-feira Dmitry Peskov, o porta-voz do Presidente da Rússia, revelando desconhecer a existência de Pokémons nas imediações da residência oficial de Vladimir Putin. “Se não me engano e pelo que li, este jogo (Pokémon GO) ainda não está disponível na Rússia”, acrescentou Peskov, citado pela agencia TASS`..

O tabloide russo Life difunde, no entanto, esta sexta-feira uma reportagem (da qual destacamos as fotos em baixo) na qual explica como e onde caçar Pokemons nas diversas áreas culturais integradas no perímetro do Kremlin. O jornalista Egor Belikov terá furado as restrições geográficas deste novo jogo da Niantic/ Nintendo e já o estará a jogar, de forma ilegal, claro, na capital da Rússia.

 

Uma semana de lenta expansão Pokemon GO

O Pokémon Go foi lançado a 5 de julho apenas nos Estados Unidos, na Austrália e na nova Zelândia; quarta-feira, 13, na Alemanha e agora, esta sexta-feira, 14, no Reino Unido. O resto do mundo, incluindo Portugal e Brasil, ainda aguarda o lançamento oficial.

A loucura tem vindo a crescer de forma desmesurada e os incidentes vão-se avolumando. Um cadáver foi já encontrado nos Estados Unidos por uma adolescente que andava à caça de Pokémons junto a um rio. Vários condutores sofreram acidentes por estar à procura de Pokémons ao volante (tweet em cima). Alguns jogadores têm sido assaltados após serem atraídos para locais isolados onde estariam Pokémons raros.

As autoridades rodoviárias de Washington, por exemplo, já colocaram avisos nas autoestradas: “Não jogue Pokémon e conduza”, (tweet em baixo).

Na página oficial do jogo, pode encontrar-se, entretanto, um aviso: “Por motivos de segurança, nunca jogue Pokémon Go enquanto anda de bicicleta, conduz, anda de ‘hoverboard’ ou qualquer outra situação que requeira a sua total atenção; e, claro, nunca se afaste dos seus pais ou do seu grupo para apanhar Pokémon.”

Na Polónia, o museu integrado no antigo campo de concentração de Aushwitz-Birkenau emitiu quarta-feira um apelo aos visitantes para que não cedam à tentações dos jogos naquele espaço de reflexão. “O antigo campo da morte nazi Aushwitz-Birkenau já não é apenas um museu, é acima de tudo um local de memória. É inconcebível tratarmos este local como um cenário para jogos ou para nos divertirmos”, explica Bartosz Bartyzel, porta-voz do museu e memorial de Aushwitz.

Em Nova Iorque, são cada vez mais as pessoas que andam pela rua de olhos postos nos ecrãs de telemóvel e não é por estarem a falar por videochamada com alguém. Estão a jogar Pokémon GO. Também na “grande maçã” norte-americana, o Museu do Holocausto emitiu um aviso aos visitantes para que não joguem ali. “Estamos a tentar descobrir se podemos excluir o museu do jogo”, disse Andrew Hollinger, o diretor de comunicação da instituição.

Em Inglaterra, o Manchester City entrou na brincadeira (tweet em baixo) e diz haver um ginásio de Pokémon GO no Estádio Etihad.

Como funciona o Pokémon GO?

Desenvolvido pela Niantic e distribuído pela japonesa Nintendo, o jogo recorre à câmara, ao GPS e aos ecrãs táteis dos telemóveis e tabletes Apple e Android para criar uma simbiose entre o mundo virtual dos Pokémons e a vida real. O jogador é denominado treinador, pode interagir com outros e para apanhar um Pokémon usa uma bola em jeito de “pac man”, na qual o “monstrinho” apanhado fica retido.

“Levante-se e saia para a rua para encontrar e apanhar Pokemon selvagens. Explore cidades e localidades perto de si, e até por todo o mundo, para apanhar o maior número de Pokémons que conseguir”, lê-se no site oficial da aplicação.

As instruções oficiais
“Quando se encontra na posição certa para apanhar um Pokémon, o ecrã alterna para a perspetiva na primeira pessoa com o Pokémon à sua frente. Utilize o seu ecrã tátil para lançar ‘PokéBalls’ e tentar apanhar o Pokémon. Tenha cuidado – por vezes, os Pokémon movem-se tornando-se mais difícil apanhá-los!

“Vários fatores afetam as suas probabilidades de apanhar um Pokémon. O nível de CP do Pokémon, o tipo de Poké Ball que utilizou, a sua técnica de lançamento e outros são fatores importantes para determinar se o Pokémon pode ser apanhado com sucesso. E alguns Pokémon irão escapar!”

Onde está a rentabilidade do jogo?

Embora a descarga seja gratuita nas lojas digitais da Apple e da Google, à imagem de outros jogos para aparelhos móveis, os jogadores têm a possibilidade de comprar com dinheiro bem real vários itens dentro da própria aplicação, à imagem do que acontece por exemplo com o também popular “Candy Crash”.

Melhor ainda: as localizações patrocinadas onde são colocados os Pokémons. Uma pizaria em Nova Iorque terá pago apenas 10 dólares (9 euros) para que o estabelecimento fosse considerado uma “PokeStop”, isto é, um local de paragem para os Pokémons. A procura da pizaria aumentou e as vendas terão crescido 75 por cento desde então.

As ações da Nintendo cresceram mais de 70 por cento desde o lançamento do jogo, valorizando a empresa em 13 mil milhões de euros para uma cotação bolsista, agora, de 30.605 milhões de euros. Uma estimativa inicial da Sensor Tower (tweet em cima) aponta para receitas diárias geradas pelo Pokemon GO de 1,6 milhões de dólares (1,44 milhões de euros), as quais se dividem pelas várias empresas já envolvidas: a Apple e a Google, por exemplo, deverão ficar com 30 por cento.

Para manter o interesse, a Niantic já está a trabalhar num novo nível para o Pokémon GO: colocar os “monstrinhos” a lutar entre si e gerar competição entre os “treinadores”. A ver se a loucura continua ou se as pessoas vão conseguir voltar à realidade!

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