Última hora

Em leitura:

Ataque de Nice: Redes sociais da internet ajudam a encontrar bebé de 8 meses

mundo

Ataque de Nice: Redes sociais da internet ajudam a encontrar bebé de 8 meses

Publicidade

As redes sociais na internet tiveram, mais uma vez, um papel central na rápida divulgação e ajuda após um ataque terrorista. Desta vez, em Nice, no departamento francês 06, dos Alpes Marítimos, que gerou desde logo mensagens com a “hashtag” #Nice06, para dar conhecimento do ataque de um homem ao volante de um camião contra a multidão que assistia ao fogo-de-artifício do Dia da Bastilha nesta zona nobre do sul de França.

Em junho, dois dias antes do início do Euro2016 de futebol, o Ministério do Interior francês lançou um novo sistema de alerta civil em caso de graves emergências, o SAIP (Sistema de Alerta e Informação das Populações). Na primeira ocasião em que deveria ter sido usado, falhou. Apenas às 01h34 (menos uma hora em Lisboa) já desta sexta-feira — cerca de três horas após o ataque — o SAIP sinalizou o sucedido.

Com o sistema de alerta nacional em baixo, a Gendarmerie recorreu também às redes sociais. Foi por ai que a polícia militar francesa pediu às pessoas, numa publicação às 23h48 locais, que não fossem espalhados rumores nem se repartilhassem as fotos e vídeos de conteúdo chocante nas redes sociais; noutra, às 23h57, para que para que não obstruíssem as operações de socorro em curso e para que evitassem o centro da cidade de Nice.

Às 01h37, já desta sexta-feira, poucos minutos após a SAIP ter dado o tardio alarme de ataque, a Polícia Nacional reforçou o apelo contra a repartilha de imagens de conteúdo chocante, pedindo a quem as encontrasse para as reportar ao respetivo serviço governamental francês de sinalização de conteúdos ilícitos na internet.

As primeiras “hashtags”

As redes sociais continuaram, ainda assim, a ser o principal meio de reportagem em direto, desde Nice para todo o mundo, embora de uma forma amadora e sem filtros contra conteúdos eventualmente chocantes.

Pelas 23h21, o jornal regional NiceMatin publicou o primeiro “twit” com a “hashtag” a referir portas abertas em Nice para quem fugia do perigo e procurava refúgio. “Se procura um lugar para ficar em segurança utilize o #PortesOuvertesNice”, lê-se. À meia-noite em ponto, o mesmo jornal deu conta da disponibilidade dos taxistas locais em ajudar, de forma gratuita, as pessoas a evacuar a zona da marginal de Nice, onde se havia dado o ataque.

Pelas 00h38, a própria conta oficial no Twitter da Vila de Nice recorreu a esta mesma “hastag” para aconselhar os residentes a permanecer em casa, as pessoas que andassem assustadas na rua a procurar refúgio e os que já estivessem em segurança a assinalarem isso mesmo através da respetiva aplicação especial criada no ano passado pelo Facebook.

A rede social de Mark Zuckerberg havia criado o Centro de Segurança do Facebook com as dificuldades de comunicação durante catástrofes naturais em mente. O sistema de alerta acabou, curiosamente, por ser estreado no decorrer dos ataques terroristas de 13 de novembro, em Paris, tendo voltado a ser importante também noutros atentados registados, por exemplo, em Istambul e Bruxelas.

Diversas entidades oficiais, incluindo a Gendarmerie, recorreram também às redes sociais para apelar a doações de sangue nos hospitais em Nice, onde dezenas feridos resultantes do ataque estão a receber assistência. De acordo com o Presidente francês François Holande haverá pelo menos 50 pessoas entre a vida e a morte, entre as mais de 100 que terão necessitado de assistência hospitalar.

Pelas 23h49, a conta de Twitter @H88Thomas utilizou pela primeira vez a hashtag #RechercheNice ao lado, curiosamente, de #PortesOuvertesNice. “Não hesitem em utilizar”, referia a publicação, referindo-se a ambas as “hashtags”. Esta última, significa “em busca em Nice” está a ser usada por quem procura familiares, amigos ou conhecidos que estariam em Nice à hora do ataque.

Graças às redes sociais já há pelo menos uma história menos triste. Feliz, aliás. Muito feliz, até. Pouco depois da meia-noite, pelas 00h13, uma mulher, Tiava Banner, recorreu ao Facebook para publicar um apelo em busca de um bebé de oito meses, perdido na confusão do ataque.

Esta sexta-feira à tarde, pelas 15 horas, nova mensagem da mesma mulher, que fez questão de esclarecer não ser a mãe da criança. O bebé foi encontrado e está bem. “Obrigado a Catherine Preun que teve o reflexo de recolher o pequeno e mantê-lo em segurança”, lê-se, numa mensagem que estende os agradecimentos também a Joy Ruez, ao Facebook e a todos que terão ajudado a recuperar a criança.

Infografia do jornal Le Monde

Há pontos de vista diferentes para cada história: a Euronews conta com jornalistas do mundo inteiro para oferecer uma perspetiva local num contexto global. Conheça a atualidade tal como as outras línguas do nosso canal a apresentam.

tradução automática

Artigo seguinte