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EUA: Três polícias mortos em Baton Rouge, Louisiana

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EUA: Três polícias mortos em Baton Rouge, Louisiana

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Três polícias foram mortos e outros três ficaram feridos durante um confronto com um atirador furtivo em Baton Rouge, capital do estado norte-americano de Louisiana.

O tiroteio acontece menos de duas semanas depois de um cidadão negro ter sido morto pela polícia daquela cidade do sul e de outro cidadão, também negro, ter morrido, nas mãos da polícia, numa operação stop na região da cidade de Saint-Paul, estado de Minnesota (norte), provocando protestos por todo o país. Os eventos que terão estado na origem do massacre de Dallas, durante o qual cinco agentes foram assassinados por um atirador furtivo e vários ficaram feridos.

Segundo as autoridades, o tiroteio começou pelas nove da manhã locais, a menos de dois quilómetros da principal esquadra da polícia de Baton Rouge, onde dezenas de pessoas foram detidas por protestar contra a morte de Alton Sterling, o cidadão negro de 37 anos, morto pela polícia no passado dia 5 de julho. A polícia tinha-se deslocado ao local depois de uma chamada que alertava para a existência de um homem com uma arma.

O suspeito acabou por ser abatido pelos agentes. A polícia utilizou depois um robô para para certificar-se de que não haveria explosivos na área.

Segundo a rede de televisão norte-americana CBS, o suspeito foi identificado como Gavin Eugene Long, um antigo marine de 29 anos, originário de Kansas City, estado de Missouri. Long nasceu a 17 de julho de 1987, pelo que se terá envolvido num tiroteio com as autoridades no dia do seu aniversário. A Associated Press diz que Longe estudou na Universidade do Alabama, no sul do país.

O episódio foi descrito pelo presidente da câmara, Kip Holden, como uma “emboscada.” No entanto, e apesar das coincidências as autoridades diziam, este domingo, que não era ainda possível concluir se a morte dos três agentes se relacionava diretamente com os incidentes de Baton Rouge e de Saint-Paul, e se poderiam ser, neste sentido, fruto de um ataque como o que aconteceu em Dallas no passado dia 7 de julho.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou o ataque e prometeu que “a justiça seria feita.”

Obama disse que, ainda que não se conheçam os motivos para o ataque, não é possível “justificar atos violentos contra agentes da autoridade.” Disse ainda que se tratam de “ações de gente covarde que não representam ninguém.”

“Não precisamos de retórica inflamada”, concluiu o presidente Obama.

O governador do estado do Louisiana, John Bel Edwards, classificou o ataque como odioso e sem razão de ser:

“Já não há simplesmente lugar para mais violência. Não ajuda ninguém (..) não resolve injustiças, sejam reais ou sentidas (…).”

Os Estados Unidos atravessam agora uma fase crítica, com a realização das Convenções Nacionais dos grandes partidos políticos, Republicano e Democrata. Preparam-se já medidas de segurança particularmente apertadas nas duas cidades.

Os Republicanos organizam a sua Convenção Nacional em Cleveland, estado do Ohio e os Democratas reúnem-se em Filadélfia, Pensilvânia. Das duas convenções deverão sair nomeados os candidatos Donald Trump, pelos Republicanos, e Hillary Clinton, pelos Democratas.

O sindicato da polícia de Cleveland apelou à suspensão temporária de uma lei do estado de Ohio que permite o uso e transporte de armas de fogo, durante a Convenção Nacional Republicana. No entanto, o governador do Ohio disse que nada poderia fazer nesse sentido.

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