Última hora

Em leitura:

Nice: Primeiro-ministro Manuel Valls reage às vaias durante homenagem

mundo

Nice: Primeiro-ministro Manuel Valls reage às vaias durante homenagem

Publicidade

ALL VIEWS

Clique para descobrir

O primeiro-ministro francês Manuel Valls (Partido Socialista) reagiu aos protestos durante a homenagem às vítimas do ataque com um camião na noite de 14 de julho, do qual resultaram 84 mortos. Valls foi objeto de críticas, assobios, de insultos e de apelos à demissão.

O primeiro-ministro francês disse que “os assobios” e “os insultos” não eram “dignos de uma cerimónia de recolhimento.”

“Não são dignos,” disse Valls, “porque era uma homenagem às vítimas, e quando há ainda vítimas a batalhar pela vida.”

Muitos dos que assistiam à cerimónia protestaram contra o primeiro-ministro mesmo durante o minuto de silêncio pelos 84 mortos do ataque com um camião no Passeio dos Ingleses, a via marginal da cidade mediterrânica.

Residente em Nice, Antony Fernandez criticou a resposta do governo depois dos atentados de Paris de novembro de 2015.

“Não me parece que tenham a resposta correta para este tipo de situações. Que fizeram eles até agora para manter-nos seguros? E que se espera que façamos agora? Vamos chorar pelos mortos cada seis meses? Agora foi em Nice, antes tinha sido em Paris e acho que vamos continuar com isto,” disse Fernandez.

Outro residente na cidade de Nice, Francesco, um cidadão italiano disse entender a revolta das pessoas, comparou as reações dos atuais governos francês e italianos perante ataques como o de Nice e disse que Paris e Roma não eram assim tão diferentes, até porque um ataque como o de dia 14 de julho não era fácil de controlar:

“Não sei muito bem em que pensam as pessoas neste momento. O governo parece ter perdido o controlo das coisas. Parece impossível, mas a mesma coisa acontece em Itália. Era um homem louco e isso não é assim tão fácil de parar. É incontrolável.”

De resto, o papel do Governo francês tem sido muito criticado pela oposição de centro-direita de Nicolas Sarkozy. O provável candidato às eleições presidenciais de 2017 e antigo presidente da República disse que o Governo Hollande-Valls não tem feito o suficiente para proteger os franceses. O Governo e alguns deputados da maioria socialista na Assembleia Nacional (parlamento, câmara baixa) criticaram a posição de Sarkozy e de algumas destacadas figuras do centro-direita, apelando “à decência,” uma vez que a França se encontrava “ainda de luto”.

Um camião avançou durante dois quilómetros sobre uma multidão no Passeio dos Ingleses, em Nice, que assitia ao fogo-de-artifício para celebar a Tomada da Bastilha.

Morreram 84 pessoas e 202 ficaram feridas, entre as quais, um cidadão português. Um dos mortos é uma cidadã brasileira. Outras duas brasileiras continuam desaparecidas.

ALL VIEWS

Clique para descobrir

Há pontos de vista diferentes para cada história: a Euronews conta com jornalistas do mundo inteiro para oferecer uma perspetiva local num contexto global. Conheça a atualidade tal como as outras línguas do nosso canal a apresentam.

tradução automática

Artigo seguinte