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FMI revê crescimento económico global em baixa e cita Portugal entre os problemas

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FMI revê crescimento económico global em baixa e cita Portugal entre os problemas

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) coloca a banca portuguesa e a italiana como parte dos enormes riscos que se colocam à economia mundial até final do próximo ano. A revisão em baixa das estimativas globais revelada esta terça-feira pelo FMI é, contudo, justificada, sobretudo, pelo impacto da entretanto referendada e aprovada saída do Reino Unido da União Europeia.

Fixando-se, sobretudo, no Reino Unido, o FMI reduziu em quase um ponto o crescimento económico britânico em 2017, estimando-o em 1,3 por cento. “Até 22 de junho estávamos preparados para melhorar um pouco as nossas projeções de crescimento para 2016-2017. Mas o ‘Brexit’ veio atrapalhar tudo”, lamentou Maurice Obstfeld, consultor económico e diretor do departamento de investigação do FMI.

A saída do Reino Unido da União europeia ainda não é, de facto efetiva, falta acionar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, mas os impactos já se fazem sentir e não só ao nível britânico. Embora o FMI reveja ligeiramente em alta a progressão deste ano da zona euro, a estimativa do próximo ano é duas décimas mais baixa que o previsto antes.

“É importante perceber que os efeitos reais do ‘Brexit’ vão ter uma influência gradual nos próximos tempos – talvez mesmo durante muitos meses —, agregando elementos de incerteza económica e política que terão de ser resolvidos por um longo período”, avisou Maurice Obstfeld.

O Brasil, por fim, terá aparentemente batido no fundo. Nas estimativas do FMI, a recessão este ano será um pouco meio ponto mais ligeira que o estimado anteriormente e deverá situar-se nos 3,3 por cento (a anterior previsões era de 3,8 por cento). No próximo ano, a organização liderada pela francesa Christine Lagarde estima que a economia brasileira retomar o crescimento positivo já no próximo ano.

“A confiança dos consumidores e empresários parece ter já batido no fundo no Brasil, e a recessão do PIB no primeiro trimestre foi mais leve que a antecipada”, lê-se na atualização ao “World Economic Outlook”, publicada esta terça-feira pelo FMI.

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