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"Iguais", mostra-nos um amor proibido e perseguido como uma doença

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"Iguais", mostra-nos um amor proibido e perseguido como uma doença

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“Equals” — “Iguais”, em português — é um filme que nos transporta para um mundo onde os humanos são geneticamente modificados para não sentirem emoções. Quem começa a sentir emoções é perseguido e, em muitos casos, executado. O contacto físico e as emoções são descritos na sociedade criada em “Iguais” como perigosos. A ordem é para conter a doença dos sentimentos e das emoções, impedir o amor entre humanos.

Estreado em Portugal a 30 de junho, só agora, curiosamente, “Iguais” teve a estreia comercial nos Estados Unidos. Aconteceu a 15 de julho, em Los Angeles. Na ocasião, a atriz principal do filme, Kristen Stewart, comparou o argumento a que deu vida à vida real. “Nós gostamos de tomar comprimidos; nós gostamos de ter aparelhos entre nós para escondermos a nossa vulnerabilidade; e isso pode ser visto como uma fraqueza. É totalmente compreensível, mas, ao mesmo tempo, as pessoas que sentem muito mais a vida são especiais. O direito de sermos humanos é algo pelo qual temos de lutar por mais vulgar que isto possa parecer”, afirmou a atriz de 26 anos, famosa pela participação na trilogia da “Saga Twilight: Eclipse.”

Nicholas Hoult completa o par romântico com Kristen Stewart em “Iguais”. Ele é “Silas”; ela, “Nia”. Entre eles, indiferente à mutação genética, cresce a paixão, o amor. O difícil para os atores era passar para o ecrã um romance sem revelar emoções fortes. Conhecido pelo papel do inexpressivo “zombie” apaixonado em “Sangue Quente” (2013, de Jonathan Levine) ou pelo intrépido “Nux” no mais recente “Mad Max: Estrada da Fúria”, Nicholas Hoult revela-nos ter-se preparado para “Iguais” olhos nos olhos com Kristen Stewart.

“Passámos alguns dias num quarto de hotel a fazer exercícios de confiança e outros do género. É estranho. Não se olha tanto tempo nos olhos de uma pessoa e quando o fazemos, por exemplo, durante uma hora, começamos a detetar rapidamente microexpressões, sinais que o outro revela, talvez sentimentos… e é dessa forma que nos ligamos”, explicou o ator inglês, também de 26 anos.

“Iguais” é realizado pelo norte-americano Drake Doremus, já responsável, por exemplo, por “Like Crazy” (grande prémio do júri no Festival de Sundance, em 2011) ou por “Um novo Fôlego” (2013). Foi apresentado pela primeira vez em setembro do ano passado no Festival de Veneza e tem vindo a ser lançado no circuito comercial ao longo deste ano, com estreia nas salas italianas apenas no início de agosto e um mês depois nas francesas.

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