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Turquia: Quem é o responsável pela tentativa de golpe de Estado?

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Turquia: Quem é o responsável pela tentativa de golpe de Estado?

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A Turquia acusa o general de quatro estrelas Akiz Ozturk de responsabilidade máxima na elaboração da tentativa de golpe de Estado que teve lugar na passada sexta-feira e da qual resultaram mais de 300 mortos e pelo menos 1400 feridos.

A Anadolou, agência de notícias Estatal turca, considerada próxima do poder, informou que Ozturk, detido desde sábado, tinha confessado a intenção de levar a cabo o golpe, informação posteriomente desmentida por dois medios de comunicação privados turcos. O general informou posteriormente a justiça que não tinha “qualquer intenção de levar a cabo um golpe.”

Foram detidos, juntamente com Akin Ozturk, 26 oficiais do exército turco, entre generais e almirantes, acusados por Ancara de alta traição e de responsabilidade na tentativa de golpe, que teria sido planeada com o clérigo Fethullah Gülen, atualmente em exílio por vontade própria no estado norte-americano de Pensilvânia, antigo aliado e agora rival do presidente Recep Tayyip Erdoğan, que teria fomentado a consolidação de uma estrutura paralela ao sistema político, administrativo e judicial turco para “derrocar o governo.”

“Eu não sei quem planeou ou quem dirigiu o golpe,” disse o general Oztuk aos procuradores em Ancara. “De acordo com a minha experiência, penso que seria uma tentativa do movimento de Gülen.”

Bruxelas, Washington e a NATO mostraram-se entretanto preocupadas com o que consideram ser a rapidez da limpeza feita pelo presidente turco, quando Ancara fala na possibilidade de que a pena de morte, abolida em 2004, seja restituída.

A União Europeia diz, no entanto, que nenhum país com pena de morte será Estado membro. Os Estados Unidos e a NATO apelam ao respeito pelos princípios democráticos.

Mais de 20 mil pessoas foram detidas ou suspensas de funções em toda a Turquia nos últimos dias, entre polícias, juízes, soldades e membros destacados do exército, funcionários de ministérios e governadores territoriais. Os críticos de Recep Tayyip Erdoğan falam numa purga como parte das verdadeiras intenções do presidente conservador, considerado como um islamista moderado: consolidar os poderes presidênciais e afastar a República da Turquia do secularismo que a caracteriza entre os Estados soberanos de maioria muçulmana.

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