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Sergio Sanchez na convenção republicana: "Todas as primárias nos EUA são um circo"

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Sergio Sanchez na convenção republicana: "Todas as primárias nos EUA são um circo"

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Stephan Grobe, correspondente da Euronews em Washington DC
Estamos na Convenção Republicana aqui em Cleveland, Ohio e tenho comigo Sergio Sanchez, delegado alternativo nacional do grande Estado do Texas.
Fale-nos um pouco do ambiente nesta convenção. Para um público europeu, ouvir comentários sobre batatas em Idaho ou uma possível ligação de Hillary Clinton ao diabo é confuso. O que se passa aqui?

Sergio Sanchez, delegado alternativo republicano do Texas
É sempre o circo. Todas as primárias nos Estados Unidos são um circo de parte a parte e há muito colorido na linguagem, nas expressões. É tudo eufemismo, tudo se pode esperar, faz parte do menú.

Stephan Grobe, correspondente da Euronews em Washington DC
O que as pessoas na Europa não estão a ver aqui é a habitual diversidade americana. É ainda um partido predominantemente branco. É do Texas e é latino. A publicação New Yorker fez uma história sobre a complicada tarefa dos republicanos para chegarem à comunidade latina. O que pensa sobre isto? Como pode Trump conquistá-la?

Sergio Sanchez, delegado alternativo republicano do Texas
Bem, posso dizer que nas primárias, com 17 candidatos, a diversidade estava lá, com uma mulher e um afro-americano e hispânicos na lista. E, no fim, foi um outsider que ganhou. Um homem de negócios, um cidadão, alguém que é completamente alheio ao processo poítico. As pessoas de repente votaram nele.
Vi um número recorde de eleitores na minha região, Texas, profundo sul do Texas, na fronteira, houve 3 vezes mais republicanos a votar do que seria normal, olhando para as estatísticas, eu sou a prova disso. Vi imensas pessoas que não votavam há anos, há muitos ciclos eleitorais, e foram votar. Também houve algumas mudanças do voto democrata para o voto republicano.
Para mim, vender Donald Trump é uma venda fácil porque vim para a política, mas eu sou dos media, trabalho nos media há 20 anos no sul do texas, dirijo uma rádio de notícias en portanto conheço o mercado, conheço o meu mercado. Para mim é uma venda fácil porque em 2010 vi a revolução do ““tea party”“:http://veja.abril.com.br/mundo/tea-party-o-novo-protagonista-politico-americano/ onde 65 ou 66 membros do congresso foram excluídos, muitos novos cidadãos entraram. Isto é, acredito eu, uma extensão disso, as pessoas não querem a política costumeira. Para mim é uma venda fácil.

Stephan Grobe, correspondente da Euronews em Washington DC
Antes de Donald Trump poder unir o país, tem de unir o partido. Acha que será bem sucedido nisso?

Sergio Sanchez, delegado alternativo republicano do Texas
Acho que sim, com a nomeação do governador Pence. Foi uma nomeação muito sensata. O Governador Pence é parte da revolução do “tea party”. É alguém que sabe aplicar a legislação e também trabalhar com o outro lado, mas, mais importante, ele representa a base conservadora do partido republicano, une aquela parte do partido que estava insegura quanto a Trump, a base mais conservadora, a base mais “tea party”. O governador Pence consegue agregá-los.

Stephan Grobe, correspondente da Euronews em Washington DC
Há a possibilidade de Trump perder, certo? O que acontece ao partido republicano se ele perder?

Sergio Sanchez, delegado alternativo republicano do Texas
Eu esperaria que outro candidato outsider fosse corajoso o suficiente para concorrer no futuro. Temos um cenário de 16 outros candidatos que concorreram, alguns são muito institucionais. Esperaria que Cruz concorresse de novo. Esperaria que pessoas como o Dr. Carson – que é outro outsider – o fizessem, decidissem concorrer de novo. mas atendendo ao jargão político e à linguagem, não estou focado na derrota neste momento. Estou focado na vitória em novembro e Donald Trump vai ganhar.

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