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Minsk enterra jornalista "dissidente" assassinado na Ucrânia

O jornalista bielorrusso Pavel Sheremet foi a enterrar este sábado em Minsk, três dias depois de ser assassinado na capital ucraniana.

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Minsk enterra jornalista "dissidente" assassinado na Ucrânia

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O jornalista bielorrusso Pavel Sheremet foi a enterrar este sábado em Minsk, três dias depois de ser assassinado na capital ucraniana.

As autoridades de Kiev pediram assistência internacional para o inquérito sobre a morte do jornalista de 44 anos de idade, vitimado pela explosão da viatura que conduzia.

A polícia ucraniana acredita que Sheremet teria sido morto por um grupo organizado, quando até agora não foi detido nenhum suspeito.

As imagens das câmaras de vigilância perto da residência do jornalista em Kiev, mostram uma mulher a colocar uma alegada carga explosiva na viatura da esposa de Sheremet, horas antes do ataque.

Homenagem “ilegal” em Minsk

O trabalho do jornalista foi homenageado em Minsk com mais de três minutos de aplausos, durante o enterro, num desafio ao regime autoritário do país.

Segundo o líder da plataforma da oposição bielorrussa, Igor Rynkevich.

“Podemos interpretar o que aconteceu como um exemplo da forma como jornalistas fortes e honestos são pessoas indesejadas em vários países. Independentemente do facto que as pistas deste crime sejam provadas, esta execução, quase política, no centro de Kiev, é para nós um sinal de que os jornalistas estão na mira de muita gente”.

Jornalista num “site” incómodo

O profissional encontrava-se atualmente a trabalhar para o site de notícias Ukrayinska Pravda, um dos meios de comunicação mais críticos da interferência russa durante a revolução laranja ou no conflito separatista no leste do país.

O fundador do site, Georgy Gongadze, tinha sido igualmente assassinado em 2000, numa floresta nos arredores de Kiev.

A investigação ao assassínio de Sheremet concentra-se em quatro possíveis pistas: um ataque contra a sua atividade profissional, razões pessoais, interferência russa para destabilizar a Ucrânia e uma tentativa de assassínio da esposa, proprietária do diário digital Ukrayinska Pravda.