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Hinkley Point: Governo britânico adia decisão sobre construção de reatores nucleares

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Hinkley Point: Governo britânico adia decisão sobre construção de reatores nucleares

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Revés de última hora para o projeto de construção de novos reatores nucleares em Hinkley Point, no sul da Inglaterra. O governo britânico, de Theresa May, adiou a decisão final para o outono e vai reavaliar o projeto.

A decisão foi anunciada horas depois da direção da empresa francesa EDF ter dado luz verde ao projeto e quando se esperava a assinatura do contrato.

O líder da associação britânica da indústria nuclear, Tom Greatrex, diz-se dececionado por não haver uma assinatura imediata do contrato, mas adianta: “o governo e o ministro da Energia deixaram claro, na declaração, que pretendem tornar os reatores numa parte da futura política energética do Reino Unido”.

Oposição britânica contesta decisão

Os reatores de Hinkley Point, os primeiros a serem construídos em décadas no Reino Unido, deveriam fornecer 7% da eletricidade britânica a partir de 2025.

O representante da oposição para a política de energia, Barry Gardiner, estima que a decisão faz com que os investidores vejam o país como caótico e “mostra que o governo não sabe o que fazer quando se trata de grandes projetos de infraestruturas”.

A EDF mantém-se confiante sobre a concretização do projeto.

O certo é que construção dos reatores de Hinkley Point, estimada em 18 mil milhões de libras (21,5 mil milhões de euros9, já foi adiada por várias vezes, devido a questões de regulamentação, à deterioração da situação financeira da EDF e ao desastre nuclear de Fukushima.

Um projeto polémico

A construção dos reatores em Hinkley Point gera polémica dos dois lados do Canal da Mancha.

Os sindicatos representados ao nível da EDF recorreram à justiça francesa para suspender as decisões do conselho de administração. Contestam o lançamento da obra e estimam que o projeto vai arruinar a empresa, já que a EDF vai assumir a maioria dos encargos da longa construção. O aliado chinês, CGN, assume apenas um terço dos custos.

Críticas também do lado britânico. Os opositores do projeto consideram que o governo britânico vai pagar demasiado pela eletricidade produzida em Hinkley Point um preço muito superior ao do mercado.

O contrato, assinado em 2013, tem uma duração de 35 anos e fixa um preço mínimo que é o dobro do preço atual no mercado.

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