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Olímpicos: Bach defende posição do COI em relação à Rússia

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Olímpicos: Bach defende posição do COI em relação à Rússia

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Com Filipa Soares, Paula Nunes, João Duarte, Andreas Hinz, Reuters e AIPS

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse que as sanções parciais tomadas em relação aos atletas da delegação russa para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro são apenas o início e que mais medidas serão tomadas, ainda que depois do evento.

Bach defendeu a posição do COI depois das duras críticas de que foi alvo a instituição Olímpica ao ser conhecida a decisão de deixar a Federação Russa participar nas competições, apesar do escândalo de dopagem que supostamente envolve o Estado russo e que abrangeria centenas de atletas de diferentes modalidades. A Agência Mundial Antidopagem, a WADA (pela sigla em língua inglesa), recomendou, em julho, que a Rússia fosse proibida de participar nos Jogos.

Apesar de conhecido o esquema de dopagem e das recomendações da WADA, o COI decidiu não banir a Rússia.

“Não podemos privar qualquer Ser Humano, nem, em particular, nenhum atleta, pelo qual somos responsáveis, do direito de, pelo menos, provar a sua inocência”, disse o presidente do COI.

Bach: Uma decisão difícil

Bach admitiu que esta foi uma decisão difícil, mas que ficou também a dever-se à falta de tempo com que tiveram para reagir, uma vez que os Jogos iam começar dentro de semanas.

“Confio em que as pessoas entendam as dificuldades em que nos encontramos, que entendam que não foi uma decisão fácil de ser tomada e que fizemos o nosso melhor para lidar com esta situação de forma a proteger todos os atletas considerados limpos em todo o mundo.”

Bach defendeu, por outro lado, que Yulia Stepanova, a atleta russa que denunciou o esquema de dopagem, fosse banida de participar nos Jogos como “atleta neutra”. A corredora é uma das figuras centrais do processo contra a Rússia, uma vez que contou, em 2014, a uma das redes de televisão pública alemãs, a ARD, tudo o que sabia, tendo depois abandonado o seu país, refugiando-se, primeiro na Alemanha e, posteriormente, nos Estados Unidos.

Stepanova chegou a estar impedida anteriormente de participar em competições desportivas depois de alguns dos testes antidopagem que realizou tivessem resultados positivos em 2013. Desta vez, tinha sido convidada pela Federação Internacional de Atletismo, a IAAF, para participar nos Jogos.

“Penso que a direção foi realmente clara ao explicar que valoriza a posição de Yulia Stepanona na luta contra a dopagem. Por isso propusemos, por exemplo, a nossa ajuda e o nosso apoio e acho que, até ao momento, nenhuma outra organização lhe ofereceu tanto para que pudessem continuar com a sua carreira como atleta (…)”

Depois da denuncia da atleta russa, a WADA publicou um relatório, em novembro de 2015, em que criticava a postura da Agência Russa Antidopagem, a ARAF, o que levou a Associação Internacional das Federações de Atletismo, a IAAF, a suspender a Rússia de eventos desportivos internacionais por tempo indefinido.

COI na mira das críticas

No entanto, depois das denúncias e apesar dos relatórios oficiais, o Comité decidiu que caberia a cada federação internacional desportiva de cada modalidade decidir que atletas seriam banidos. Decidiu-se também por um conjunto de metas a serem cumpridas pelos atletas, como necessidade de passarem por diferentes testes antidopagem e que estes tivessem sempre resultados negativos.

Os critérios do COI permitiram que, até agora, mais de 250 atletas russos dos 387 inicialmente destacados para os Jogos fossem admitidos nas competições.

A decisão foi duramente criticada pelas agências antidopagem e mesmo por um membro senior do COI, Dick Pound. Houve quem dissesse que o Comité tinha perdido credibilidade ao faltar-lhe a coragem para banir a Rússia do evento e houve mesmo quem chegasse a pedir a demissão de Bach. O jornalista alemão Hajo Seppelt, da ARD, autor de um documentário sobre o esquema de dopagem dos atletas russos, também criticou a decisão, em entrevista à Euronews.

Bach insistiu no facto de que os prazos para a conclusão do último relatório da WADA, cuja direção ficou a cargo do professor de Direito, Richard McLaren, não eram da responsabilidade do COI, assim como não eram da responsabilidade do COI as medidas que, a seu ver, deveriam ter sido tomadas pela WADA a respeito das suspeitas de esquemas de dopagem de atletas de alto rendimento na Rússia, conhecidas desde há vários anos.

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