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Rio2016: Vila Autódromo resistiu às olimpíadas

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Rio2016: Vila Autódromo resistiu às olimpíadas

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Vinte famílias da Vila Autódromo, no Rio de Janeiro, que fica próxima do Parque Olímpico, receberam as chaves das novas casas, a tempo para poderem ver os Jogos Olímpicos.

Estas pessoas são o sinal da resistência de quem se recusou a sair das suas casas após a autarquia ter, em 2013, anunciado que as 600 famílias teriam de mudar-se para dar lugar às infraestruturas que iriam servir as Olimpíadas.

“Estamos aqui hoje com menos de 10 por cento da comunidade. É uma mudança drástica”, afirma Luiz da Silva.

Luiz é, a par da esposa, Maria da Penha, a face da resistência.

O casal recusou as duas opções da autarquia do Rio: a indemnização ou uma casa no condomínio do programa “Morar Carioca”, a dois quilómetros da Vila Autódromo.

Luiz gostaria que os atletas conhecessem a situação.

Luiz conta que os moradores sofreram muitas pressões por parte das autoridades para saírem. “Nós fomos espancados e agredidos aqui. Muitos atletas, eu tenho a certeza de que não gostariam de cunhar a medalha no peito com o sofrimento de tantas famílias. Estamos vendo se conseguimos mobilizar alguns atletas”, diz.

Vila Autódromo não foi a única comunidade a ser alvo de desapropriações, na cidade.

De acordo com um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
entre 2009 e 2015, mais de 90 mil pessoas tiveram de abandonar as suas casas devido às recentes intervenções urbanísticas da autarquia.

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