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"West Side Story" segundo Phil McKinley

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"West Side Story" segundo Phil McKinley

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As diferenças entre a ópera e o musical, as origens desta versão de “West Side Story” e a colaboração com o maestro Gustavo Dudamel – o encenador Phil McKinley conta-nos como foi esta aventura.

“Na ópera, canta-se o texto; no musical, os atores dizem os diálogos e, quando as emoções se tornam demasiado fortes, deixam de poder falar e passam a cantar. Quando as emoções ficam mais fortes ainda, eles dançam. Uma vez a energia libertada através da dança, o processo recomeça. Arranca outra canção e depois vai-se outra vez pela montanha acima, indo da fala ao canto e à dança.”

“Eu estava muito nervoso com o facto de participar no Festival de Salzburgo, de apresentar o primeiro musical. Agora que já passou, posso dizer que foi uma estória magnífica. Eu conheci a Cecilia numa altura em que vim à Europa. Um dia, estávamos a almoçar e a falar na possibilidade de um projeto diferente, num concerto para ela. E eu perguntei-lhe: ‘que obra é que gostavas de fazer?’ Ela respondeu-me: ‘Adorava fazer o West Side Story, mas nunca encontrei um encenador que quisesse fazê-lo.’ Ao que eu respondi: ‘Acabaste de encontrá-lo…’”

“Trabalhar com o maestro Dudamel e a sua orquestra é uma oportunidade muito, muito rara no mundo do teatro musical. Não é apenas o facto de termos 45 músicos. É que são músicos que têm qualquer coisa de especial. Eu acho que é por causa do contexto de onde vieram, passaram por orquestras juvenis… Mas a alma desta música fica ainda mais poderosa quando eles a tocam.”

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