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#Rio2016, Patrícia Mamona: "(Final do Triplo Salto) foi a prova da minha vida"

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#Rio2016, Patrícia Mamona: "(Final do Triplo Salto) foi a prova da minha vida"

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A portuguesa Patrícia Mamona ficou orgulhosa por ter feito a prova da sua vida na final do triplo salto dos Jogos Olímpicos Rio2016. A atleta do Sporting foi sexta classificada, com novo recorde nacional, numa prova em que a compatriota Susana Costa ficou em nono.

“Foi a prova da minha vida”, afirmou Patrícia Mamona, após a prova em que conseguiu saltar 14,65 metros. Apesar do sexto lugar, a atleta portuguesa acreditou sempre que podia chegar a uma medalha, mas, mesmo não conseguindo, disse estar “muito orgulhosa” do seu trabalho e do trabalho do treinador.

“Estou super-contente porque esta época foi maravilhosa para mim. Recorde pessoal com mais 10 centímetros, que era o meu objetivo e recorde nacional outra vez. Título de campeã da Europa, que não estava à espera e foi um sonho. Agora é desfrutar e depois pensar em Tóquio2020”, afirmou.

Patrícia Mamona acredita que este resultado, em termos relativos, é melhor do que o título europeu, porque fez a sua melhor marca. “Acho que vale [uma medalha] para mim pessoalmente, porque foi o meu melhor. Eu sei que desde há quatro anos o objetivo era chegar aqui e saltar muito. Foi o que fiz”, referiu.

A portuguesa disse que não foi uma desilusão não chegar a uma medalha, porque deu o seu melhor e “as outras saltaram mais”, mesmo conseguindo uma marca que lhe teria dado a prata em Londres2012. “Mas, não estamos em Londres, estamos no Rio e em Tóquio espero estar ainda melhor”, referiu Mamona, que tem “o sonho de conseguir um dia chegar às medalhas.”


Patrícia Mamona agradeceu o “muito apoio do público” no Estádio Olímpico: “Queria mais como é óbvio. Queria ser a menina bonita que ganhou uma medalha, mas fui a menina que fez o recorde pessoal.”

Susana Costa satisfeita com nono lugar


Susana Costa também ficou satisfeita com a sua prestação no triplo salto. “Foi uma final boa. É pena ter entrado com dois nulos, mas estou feliz com a minha prestação. Tentei dar o máximo que tinha e não tinha no último, infelizmente não deu para ir às oito finalistas, mas estou contente com a minha prestação, muito contente por ser finalista. Venha a próxima época”, disse a saltadora, de 31 anos, depois de concluída a sua estreia em Jogos Olímpicos.


Susana Costa, que saltou 14,12 metros para fixar-se no nono lugar, explicou que os dois nulos aconteceram ao tentar ajustar a corrida. “Temos sempre coisas a ajustar no meio da corrida, eu tentei ajustar para que tudo corresse pelo melhor, infelizmente foram nulos. Os nulos não contam”, lamentou a saltadora.

A atleta do Benfica, que tem como recorde pessoal 14,34 metros, contou que o treinador João Ganço lhe foi dando dicas para fazer mais e melhor. Susana Costa mostrou-se também nervosa pela companheira Patrícia Mamona, que ainda saltava quando a setubalense falava com os jornalistas.

“Para quem está de fora, há sempre mais nervos. Estou a tremer. É sempre mais complicado cá fora”, assegurou.


A colombiana Caterine Ibarguen venceu a prova com 15,17 metros, seguida pela venezuelana Yulmar Rojas, com 14,95, e pela cazaque Olga Rypakova, com 14,74.

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