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Dia Internacional da Ajuda Humanitária: O desespero na Síria e no Iémen

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Dia Internacional da Ajuda Humanitária: O desespero na Síria e no Iémen

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Para assinalar o dia do atentado contra a sede das Nações Unidas em Bagdade, a 19 de Agosto de 2003, e prestar homenagem aos que dão a vida pelas causas humanitárias, a ONU instituiu o “Dia Internacional da Ajuda Humanitária“http://www.google.fr/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=10&ved=0ahUKEwit2-io5M3OAhXLIcAKHcoPDJMQFghBMAk&url=http%3A%2F%2Feuropa.eu%2Frapid%2Fpress-release_MEMO-16-2802_pt.pdf&usg=AFQjCNHWcWdsjYHSxjW_YqTtWgEoq00AuQ.

Uma comemoração no meio das múltiplas crises, das quais a Síria é um exemplo e Alepo uma das cidades mártires.

A cidade síria mais povoada antes da guerra civil, tornou-se no centro dos combates, nos últimos cinco anos. Cerca de 2 milhões de pessoas vivem sem água potável depois de todas as infraestruturas terem sido destruídas pelos bombardeamentos.

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, frustrado com a situação, exigiu na quinta-feira a todos os intervenientes no conflito, tréguas de 48 horas para ajuda às populações e suspendeu a reunião do grupo de intervenção internacional.

“E isto em sinal de tristeza pelo facto de por não haver pausas, nenhuma ajuda humanitária está a chegar a nenhum local na Síria, excepto Deir al-Zor; o leste de Alepo continua sitiado e a parte ocidental está sob ameaça de ficar sitiada”.

Sob a pressão das Nações Unidas, “o ministério russo da Defesa divulgou um comunicado”:
https://twitter.com/mod_russia/status/766295482691969026 onde anuncia a instauração de uma trégua em Alepo. Os bombardeamentos poderão, de acordo com o comunicado, ser suspensos durante 48 horas, uma vez por semana.

A ONU terá já recebido a comunicação oficial de Moscovo e está pronta para distribuir a ajuda humanitária o mais depressa possível. O objetivo é deixar passar os camiões de abastecimento para os habitantes da cidade sitiada.

Um outro país onde as dificuldades de distribuição de ajuda são enormes é o Iémen.
“A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) anunciou ontem a retirada do seu pessoal de seis hospitais“http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/08/ataque-aereo-no-iemen-atinge-hospital-dos-medicos-sem-fronteiras.html, após um raide aéreo que matou 19 pessoas e deixou 24 feridas. Trata-se de uma medida temporária, mas necessária, afirma a organização

“Gostaria de insistir no facto de que esses hospitais vão continuar a prestar serviços e assistência aos doentes e às populações. A situação é muito grave e há imensas necessidades no terreno. Esperamos que todas as partes envolvidas no conflito respeitem estas estruturas”, afirmou a diretora das operações, Raquel Ayora.

Segundo os Médicos sem Fronteiras, esta é a quarta vez que um dos hospitais onde trabalham é atingido, no Iémen. A coligação árabe diz lamentar a decisão da MSF.

A Síria e o Iémen são os pontos mais difíceis para a ajuda humanitária neste momento, mas não são os únicos.

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