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"Os Traficantes": Uma sátira ao negócio da guerra

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"Os Traficantes": Uma sátira ao negócio da guerra

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Os Traficantes, do realizador Todd Phillips, já está nas salas de cinema portuguesas. Drama cómico baseado numa história verídica, conta-nos a história de dois jovens amigos que vivem em Miami, que ganham muito dinheiro com contratos de venda de armamento ao exército americano durante a guerra no Iraque, graças à política da administração Bush/Cheney, que facilitou a entrada de pequenas empresas em contratos de fornecimento para o exército.

Tudo parece correr bem, até que aceitam um contrato de 300 milhões de dólares para armar o exército afegão – o que os coloca na mira de uma rede de intenções duvidosas, com ligações ao próprio governo americano.

Jonah Hill e Miles Teller interpretam os papéis dos dois amigos.

“É uma história tão mirabolante que é difícil acreditar que realmente aconteceu”, disse Jonah Hill. “Se lesse um guião de ficção com esta história, não pegaria nele, diria ‘ok, é um bom guião, mas ninguém acreditaria que isto aconteceu’. Para mim, é apenas uma história incrível sobre gente que tira partido do chamado ‘sonho americano’, com um personagem demaiado louco”.

O elenco conta ainda com a cubana Ana de Armas. O nomeado aos Óscares Bradley Cooper, é não só um dos produtores como interpreta o papel do traficante de armas

Todd Phillips, co-autor do guião, afirma que estava interessado em expor os aspetos financeiros da guerra:

“Sim, claro que pensámos nisso, o negócio de armas é obviamente um grande negócio em muitos países. Para mim, foi isso – há uma série de filmes feitos sobre a guerra, há numerosos filmes sobre os soldados e sobre o aspecto patriótico, não tem havido muitos filmes que façam luz sobre a quantidade obscena de dinheiro que um pequeno grupo de pessoas faz com a guerra.”

O filme é uma sátira ao negócio da guerra. David é contra a guerra no Iraque, mas o amigo, Effraim, convence-o argumentando que se eles não fossem eles a fazer os contratos, outros ganhariam o dinheiro, assim mais valia serem eles.

A história é baseada no artigo Arms and Dudes, sobre factos verídicos, publicado por Guy Lawson na revista Rolling Stone.

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