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Presidente do Deutsche Bank rejeita a fusão que sugere para outros bancos

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Presidente do Deutsche Bank rejeita a fusão que sugere para outros bancos

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O presidente do Deutsche Bank, o britânico John Cryan, considera haver “demasiados bancos na Alemanha” porque não se fez um processo de consolidação como noutros países, nomeadamente em Espanha.

Durante um congresso sobre banca organizado pelo jornal alemão Handelsblatt, que decorreu em Frankfurt, na Alemanha, Cryan disse que também a Itália vai na direção da consolidação do setor financeiro.

O elevado número de bancos na Alemanha, sobretudo de pequenas instituições de crédito regionais, cria “uma concorrência muito forte sobre os preços”, o que, embora bom para os clientes, é mau para o setor bancário.

O presidente do Deutsche Bank considera que muitos bancos alemães não têm pressão para conseguirem retornos mais atrativos porque são de propriedade pública, como é o caso das caixas de aforro e dos bancos regionais dos Estados federados.

A capacidade competitiva dos bancos alemães cai cada vez mais em comparação com os pares internacionais, disse Cryan. O bancário britânico, contratado em junho do ano passado pelo maior banco germânico, destacou também que, neste momento, só há dois grandes bancos no país, o “seu”, o Deutsche Bank, e o Commerzbank, duas instituições que terão andado a estudar uma eventual fusão.

Cryan terá refutado a possibilidade dessa fusão, garantindo: “Parte do trabalho que estamos a fazer é tornar o nosso banco mais pequeno, mais simples”. Ainda assim, afirmou ser necessário que a maioria dos pequenos bancos alemães cresça através de fusões nacionais ou internacionais e reduzam os custos, destacando o papel importante da tecnologia no cumprimento destes dois objetivos.

No entanto, John Cryan afirmou que “o Banco Central Europeu fez muito para estabilizar a Europa”, alertando, contudo, que os efeitos secundários da atual política da instituição liderada por Mario Draghi já se notam.

A receita com juros, que anteriormente eram a principal fonte de receita dos bancos, caiu 7 sete por cento desde 2009 no conjunto da zona euro, de acordo com os números avançados pelo presidente do Deutsche Bank, destacando que, no caso italiano, esta queda foi de um quarto.

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